A Agência Judaica para Israel divulgou um novo relatório sobre a imigração judaica para Israel (aliá) vindo da Europa Ocidental, no primeiro trimestre de 2015. Apesar de o número de imigrações não ter sofrido alteração com relação ao mesmo período em 2014, as estatísticas revelaram um grande aumento na quantidade de imigrantes (olim) chegando da Europa Oriental, onde a situação econômica e de segurança são consideradas instáveis, o que provocou um índice maior de emigração.
A aliá ucraniana sozinha revelou-se como sendo de contingente bem superior (215 %) em comparação ao mesmo período no ano passado. O professor Robert Wistrich, chefe do Centro Internacional Vidal Sassoon, dedicado ao estudo do antissemitismo na Universidade Hebraica de Jerusalém, procurou refutar afirmações que tentam minimizar a ligação entre o aumento do antissemitismo na Europa e emigração para Israel. “É indiscutível que o fator dominante da aliá para Israel, vindo da Europa Ocidental, é o antissemitismo,” assegurou Wistrich à agência noticiosa Tazpit.
“Qualquer comparação com a situação na Ucrânia, onde a aliá também é causada pelo antissemitismo, embora em menor dimensão, é falsa,” acrescentou o professor Wistrich. Uma reação ao relatório da Agência Judaica, em alguns jornais israelenses e internacionais, caracterizou o fato de que o antissemitismo é simplesmente um dos muitos fatores existentes por trás da aliá vindo da Europa Ocidental. Considerações econômicas foram usadas como um fator mais realista para o fenômeno detectado. Wistrich, no entanto, discorda completamente dessa análise ao alegar que essas declarações são “conclusões precipitadas” e ignoraram o trabalho de pesquisa efetuado há bastante tempo na Universidade Hebraica de Jerusalém.
Fonte: Tazpit Brasil / Texto: Zack Pyzer / Tradução: Francisco Fialho
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