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Uma lenda: A vida de Bob Dylan - Revista Morasha

Cantor e compositor e pioneiro da canção de protesto, Dylan é um dos maiores nomes da música do século 20. Aclamado sobretudo pelo lirismo de suas letras, tornou-se, este ano, o primeiro músico a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Suas letras e músicas são atemporais.

Bob Dylan, uma das figuras mais influentes na história do rock and roll, é o maior roqueiro judeu de todos os tempos. Com seu folk-rock de letras inspiradas e sua voz rouca, ele foi o ícone musical de movimentos de contestação dos anos 1960, e da luta contra segregação racial. O artista compõe músicas e letras há mais de 50 anos. Ele é o autor de mais de 500 canções gravadas por mais de 2 mil artistas e se apresentou praticamente em todo o mundo. Algumas se tornaram “imortais”, como “Blowin’ in the wind”, “Mr. tambourine man” e “Like a rolling stone”. O maior mistério das criações de Dylan é como, década após década, cada uma delas se adapta a um novo contexto. Hoje, aos 75 anos, tanto ele como suas músicas, ainda atraem o interesse das novas gerações
Fechado e enigmático, Dylan tem sido simultaneamente glorificado e vilipendiado pela mídia, mas todos reconhecem que ele é um gênio musical, um poeta. Ele é o único artista a ganhar, além do Prêmio Nobel de Literatura, os principais prêmios do mundo das artes. A opção de escolherem um músico, e não um escritor, parece ser incomum por parte da Academia Sueca, mas há vários anos o nome de Dylan vinha sendo cogitado. A secretária-geral da instituição, Sara Danius, declarou que Dylan foi escolhido “por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana”. A nota biográfica do prêmio afirma que “Dylan gravou um grande número de álbuns de música que giram em torno de temas como a condição humana, religião, política e amor”. A Academia citou ainda que “Dylan tem o status de ícone” e que “sua influência na música contemporânea é profunda”. “Ele é provavelmente o maior poeta vivo”, declarou Per Walter, membro da instituição.
Infância e juventude
Robert Allen Zimmerman, que adotaria o nome artístico de Bob Dylan, nasceu em Duluth, Minnesota, em 24 de maio de 1941. É o mais velho dos dois filhos de Abram (Abe) e Beatrice (Beatty) Zimmerman. O segundo filho, David, só nasceria em 1946.
O pai de Bob, era um homem reservado, tranquilo, mas autoritário. Ele era filho de imigrantes do leste europeu, que deixaram Odessa para refazer a vida nos Estados Unidos, em Duluth, após os terríveis pogroms que, em 1905, se abateram sobre as comunidades judaicas que viviam no Império Russo. A mãe, uma mulher quieta, mas muito amorosa, fazia parte de uma proeminente família judaica de Minnesota.
Abe e Beatty se casaram em 1934, muito jovens e com poucos recursos. Por isso esperaram seis anos para ter o primeiro filho, Robert Allen. Na circuncisão, o menino recebeu o nome hebraico de Shabtai Zisel ben Avraham. Bob, como passou a ser chamado, era um bebê lindo.Os Zimmerman, família judaica de classe média, faziam parte da pequena, mas coesa, comunidade judaica de Duluth. Seguiam a religião, frequentavam a sinagoga e, em casa, eram respeitadas as leis alimentares da Cashrut. Desde a infância, Bob e o irmão receberam uma educação judaica e um profundo código de ética. Dylan estudou a Torá e os salmos, que, posteriormente, se tornaram fonte de inspiração para várias das letras de suas canções.
Com cinco anos, Bob começa a frequentar a escola primária Nettleton. Foi nessa época que durante uma festa familiar o futuro músico cantou pela primeira vez em público. As crianças presentes haviam sido encorajadas pelos adultos a dar um show. Quando foi a vez de Bob, ele bateu o pé para chamar atenção: “Se todos nesta sala ficarem em silêncio, vou cantar para minha avó”. A apresentação foi um sucesso. Pouco tempo depois, Abe Zimmerman foi vítima da poliomielite. Sua recuperação foi difícil e longa, obrigando-o a permanecer seis meses em casa. Isso causou sua demissão do cargo que ocupava na Standard Oil. “Meu pai nunca mais voltou a andar como antes e teve muitas dores durante toda a vida”, revelou Dylan numa entrevista.
Com o chefe da família desempregado e o dinheiro curto, os Zimmerman mudaram-se para Hibbing, também em Minnesota, onde vivia a família de Beatty. Lá viviam também dois irmãos de Abe que haviam montado uma empresa, Micka Electric Supply, da qual ele se tornou sócio. A empresa prosperou e os Zimmermann voltaram a ter uma vida confortável. Abe e Beatty passaram a participar ativamente na vida da comunidade judaica: o pai como presidente da B’nai B’rith local; a mãe como presidente do grupo Hadassa. Como em outros lugares dos Estados Unidos, lá havia um latente antissemitismo. Entre outros, os judeus não podiam ser sócios do Country Club local. E, não há dúvidas de que seu judaísmo era um fator que o separava dos demais.
O artista cresceu em um lar estável e harmonioso. A relação de Bob com sua mãe era mais estreita e calorosa do que com o pai. Ele tinha 10 anos quando escreveu um poema para o Dia das Mães falando de seu amor por ela. Escreveu que esperava que ela “jamais envelhecesse e que sem seu amor ele estaria morto e enterrado...”.
Apesar do bom relacionamento que tinha com os pais, Bob fugiu de casa sete vezes entre os 10 e 17 anos. Era seu lado rebelde e sua vontade de ter experiências novas o que o impeliam a deixar sua casa e ir perambulando até ser encontrado e trazido de volta.
Os pais de Dylan compraram um piano quando ele tinha 10 anos e uma prima foi chamada para dar aulas para os dois irmãos. Bob, impaciente e frustrado com as aulas, dispensou a ajuda da prima, afirmando: “Eu vou tocar piano da minha maneira”. Mesmo não sabendo ler música, começou a aprender por conta própria. A guitarra acústica e a harmônica vieram a seguir.
A comunidade judaica local era pequena e não tinha rabino. Quando chegou a hora de Dylan estudar para o Bar Mitzvá, seus pais trouxeram um de Nova York para prepará-lo. Era um rabino ortodoxo idoso e todos os dias Dylan o encontrava após a escola para estudar. Em maio de 1954, Bob subiu à Torá pela primeira vez.
Nas férias de verão daquele ano, os pais o mandaram para Camp Herz, uma colônia de férias sionista-religiosa em Webster, Wisconsin. Inicialmente ele relutou em ir, mas sua mãe estava decidida. “Ela queria que ele conhecesse jovens judeus, e, quem sabe, alguma menina”, afirmou Howard Rutman, um dos amigos que Bob fez na colônia.
Dylan dedicava grande parte de seu tempo à música, sua forma preferida de expressão. Ele era um jovem quieto, mas quando cantava e tocava transformava-se em alguém muito diferente, totalmente extrovertido. Durante o ensino médio, organizou várias bandas.
Em setembro de 1959, mudou-se para Minneapolis, para estudar na Universidade de Minnesota. Apesar de ser um jovem brilhante, cursou apenas três semestres. Enquanto cursava a faculdade, tocava numa cafeteria a poucas quadras do campus universitário, sob o nome com o qual viria a se tornar famoso: Bob Dylan.
Nessa mesma época, apaixona-se pelo nascente movimento folk, um gênero musical que combinava elementos de música folclórica e rock. Em 1985, em uma entrevista, Dylan diz que se sentiu atraído pela música folk por ser “mais séria, (.....) transmitia mais desespero, mais tristeza, sentimentos mais profundos”.
Os anos 1960
A década de 1960, os Anos Rebeldes, marcaram a História do mundo ocidental. Foi um período de mudanças sociais e de comportamento, uma época de engajamento. Nos EUA o período foi marcados por protestos contra a Guerra do Vietnã, de debates sobre a Guerra Fria e o poderio nuclear, e de demonstrações a favor dos direitos civis e do fim da segregação racial. Milhares de pessoas, principalmente jovens, saíram às ruas demandando mudanças.
Em janeiro de 1961, pegando carona, Dylan foi para Nova York. Queria se encontrar com seu ídolo, o compositor Woody Guthrie, então hospitalizado com a Doença de Huntington.
Uma vez estabelecido no Greenwich Village, ele passa a tocar em casas de shows e cafés e, no final daquele ano, já tinha um contrato de gravação com a Columbia Records. Seu primeiro disco, lançado em março de 1962, não fez sucesso. Nada indicava que a gravadora acabara de contratar aquele que se tornaria o mais famoso compositor e letrista da América.
Naquele mesmo ano, em agosto de 1962, ele mudou seu nome legalmente para Bob Dylan. As razões para esta mudança não são claras, pois mudam constantemente quando recontadas, fazendo parte do imaginário que o cantor criara para si mesmo
O seu segundo disco – The Freewheelin’, lançado em 1963 – foi um sucesso. Todas as canções eram de sua autoria, entre elas “Masters of War”, uma crítica à corrida armamentista, à Guerra do Vietnã, e “Hard Rain’s a-Gonna Fall”, uma metáfora da crise dos mísseis em Cuba e da ameaça de uma guerra nuclear, e “Blowin’ in the Wind”. A música é uma sequência de perguntas sobre a paz e a liberdade, cujas respostas estão sendo levadas pelo vento (blowing in the wind). Esta canção se tornaria um dos maiores sucessos do séc. 20, um ícone dos movimentos pelos direitos civis e dos protestos contra a Guerra do Vietnã, mas sua letra pode ser aplicada a qualquer tema relacionado à liberdade. “Blowin’ in the Wind”, que tornou Dylan mundialmente famoso, figura no 14º lugar da lista das “500 Maiores Músicas de todos os Tempos” da revista da revista Rolling Stones.
A popularidade do cantor ia crescendo, assim como os números de apresentações que ele dava. Bob Dylan tornara-se a voz de sua geração. Ele participava de protestos e manifestações, entre as quais a Marcha pelos Direitos Civis, liderada por Martin Luther King, no verão de 1963.
O álbum “The Times They Are a-Changin”, lançado em janeiro de 1964, trazia uma mescla de canções de protesto com outras de temas pessoais. A música que deu nome ao álbum, “Times They Are a-Changin”, tornou-se uma das canções de protesto mais populares da história.

Em 1965 ele se casou secretamente com a modelo judia Sara Lownds, nascida Shirley Martin Noznisky. A união é geralmente citada como sendo a inspiração de muitas das canções que ele criou entre os anos 1960 e 1970. Tiveram quatro filhos – Jesse, Anna, Samuel e Jakob. O casal se divorciou em 1977.
Apesar do sucesso, Dylan estava descontente, inquieto e cada vez mais pessimista sobre a eficácia das canções de protesto. Ele deu a primeira surpreendente reviravolta em 1965, no Newport Folk Festival. Ele subiu ao palco, ligou seu violão a um amplificador elétrico e colocou uma banda de rock completa no palco.
A transformação de ícone do folk em artista de rock rendeu os melhores álbuns da carreira de Dylan. São dessa fase “Bringing it all Back Home”, “Highway 61 Revisited”, “Blonde on Blonde” e a famosíssima “Like a Rolling Stone”. Na lista da revista Rolling Stones das “500 Maiores Músicas de Todos os Tempos”, esta última está em 1º lugar. As letras de suas canções eram analisadas, debatidas e citadas, algo inusitado no mundo das músicas pop.
Anos difíceis e o renascimento criativo
Em 1966 Dylan sofreu um acidente de motocicleta que interrompeu sua carreira por quase dois anos. Foi morar com a esposa e os filhos de Woodstock, no estado de Nova York. Dylan ficou sete anos afastado dos palcos, mas não deixou de gravar e lançar discos.
Voltou a fazer uma turnê em janeiro de 1974. Na época, seu casamento já estava no fim. A separação do casal rendeu um dos melhores discos da carreira de Dylan, “Blood on the Tracks”, lançado no final daquele ano. O disco tinha sido citado como sendo a narrativa da desintegração de seu casamento. De acordo com o filho, Jakob Dylan, as letras das músicas do álbum são “meus pais conversando”. Ele revela ainda que, em uma entrevista, o pai teria dito: “Falhamos como marido e mulher, mas não como mãe e pai; não”.
Ele retornou ao gênero de músicas de protesto em 1975, quando tomou as dores do boxeador Rubin “Hurricane” Carter, e compôs a canção “Hurricane”, considerada um de seus grandes sucessos. Dylan estava entre os que acreditavam que Carter havia ter sido injustamente condenado por três assassinatos, em Paterson, Nova Jersey. (Carter foi libertado em 1985, após a defesa provar que não podia ter cometido o crime).
De um modo geral, porém, a década de 1970 foram anos difíceis, que culminaram numa certa estagnação criativa a partir do fim da década e em sua conversão ao cristianismo.
Em retrospectiva, também a década de 1980 não foi fácil. Em 1985, Dylan casou-se novamente, com Carolyn Dennis, uma cantora de backup e, em 1986, nasce seu quinto filho. Eles se divorciaram seis anos depois.
Para o 30º aniversário do lançamento do primeiro álbum de músicas de Dylan, em outubro de 1992, a gravadora Columbia organizou um show no Madison Square Garden, em Nova York. Milhares de pessoas compareceram ao evento, que reuniu mais de 30 artistas famosos.
Para muitos fãs e críticos, o marasmo artístico só acabou mesmo com “Time Out of Mind”, lançado em 1997, considerado um dos melhores discos de Dylan. Em maio de 1998 Dylan chegou bem perto da morte. Foi diagnosticado com uma grave infecção no coração. Como resultado do seu estado de saúde, cancelou uma turnê na Europa. No entanto, recuperou-se por completo e pôde apresentar-se perante o Papa João Paulo II na Conferência Mundial da Eucaristia, em Bolonha, na Itália.
Nos últimos anos ele tem se apresentado reservado e, querendo manter sua privacidade, ele se esforça ao máximo para que as pessoas saibam muito pouco sobre o seu verdadeiro “eu” e faz o impossível para evitar ser fotografado, exceto quando faz seus shows.
Em função da sua carreira, Bob Dylan passa dez meses por ano viajando e apenas um com seus filhos e netos em Malibu, em sua fazenda com vista para o Oceano Pacífico. Desde que comprou o local, na década de 1970, comprou inúmeras casas que rodeavam sua propriedade.
Retorno ao judaísmo e sua ligação com Israel
Dylan sempre fez de tudo para que se soubesse o menos possível sobre quem ele era de verdade. Ao longo dos anos, no entanto, o homem por trás da lenda começou a aparecer e se tornou gradativamente claro não apenas que ele tinha profundas raízes judaicas, mas que jamais se distanciara muito delas, como inicialmente dera a parecer.
Sua conversão ao cristianismo não durou muito e, na década de 1980, ele retornou às suas raízes judaicas. Decidiu realizar o bar mitzvá de seu primogênito, Jesse, em Jerusalém, no Kotel. Dylan visitou o Rebe de Lubavitch inúmeras vezes e passou a estudar com rabinos do Chabad. Seus vínculos com o movimento Chabad se fortaleceram ao longo de décadas e, ele participa de serviços religiosos, nas Grandes Festas, em sinagogas do movimento.
Sua aparição na campanha de arrecadação de fundos do Chabad, em 1989, (e também em 1991) não foi seu primeiro apoio público ao movimento. Dylan, acompanhou o cantor e compositor Harry Dean Stanton e seu genro Peter Himmelman na execução de “Hava Nagila”. O músico Peter Himmelman é um judeu ortodoxo que não se apresenta no Shabat e que tem profunda ligação espiritual com o Lubavitcher Rebe.
Dylan tem sido visto rezar com seu tefilin no Kotel, em Jerusalém, e, durante suas turnês pelos Estados Unidos, em várias sinagogas e ieshivot ortodoxas.
Algumas das letras das canções de Dylan se originam de sua rica tradição judaica e nos dão uma ideia de seu judaísmo, mais do que qualquer de suas declarações. Algumas contêm mesmo referências bíblicas. As palavras de “Highway 61 Revisited” falam diretamente do sacrifício de Itzhak. Já a canção “Forever Young” foi escrita por Dylan para seu filho mais jovem, Jacob. Trata-se de uma adaptação da bênção que os pais judeus tradicionalmente dão aos seus filhos nas sextas-feiras à noite e nas festividades. A letra da música começa com um verso extraído da Bênção dos Sacerdotes (Bênção dos Cohanim): “Possa D’us abençoá-lo e protegê-lo sempre”: “May God’s bless and keep you always; May your wishes all come true; May you always do for others, and let others do for you”… Há também uma referência direta à história do sonho de Jacob, “May you build a ladder to the stars and climb on every rung, may you stay forever young”...
Em 1983, Dylan lançou uma canção sobre Israel e o Povo Judeu, “Neighborhood Bully”, sem dúvida alguma uma das canções de rock mais a favor dos judeus que já foi gravada. A música foi lançada um ano depois da primeira Guerra do Líbano, em 1982. Não é uma de suas melhores músicas, mas suas palavras apaixonadas são uma resposta aos críticos tanto de Israel quanto do Povo Judeu. A canção é toda ela um comentário sútil sobre a forma como o mundo responsabiliza Israel por todos os seus males. Dylan descreve Israel como tendo sido injustamente estereotipado de bully, valentão, um intimidador, por rechaçar os constantes ataques de seus vizinhos. Ele fala sobre a habilidade do Estado judeu de sobreviver, sobre nosso exílio, o sofrimento do Povo Judeu e as críticas injustas feitas a Israel: “criticado e condenado simplesmente por estar vivo”...
Dylan mantém fortes vínculos com Israel. Visitou o país várias vezes nas décadas de 1960 e 1970. E fez três grandes shows em 1987, 1993 e 2011. O movimento Boycott, Divestment and Sanctions (BDS) pressionou-o inutilmente para que cancelasse seu show. É a ele que os israelenses devem agradecer pela primeira apresentação dos Rolling Stones, em 2014. Segundo o guitarrista da banda, Ronnie Wood, foi Dylan quem lhes deu a ideia de fazer o show.
Uma carreira de sucessos
Dylan passou por várias fases, desde o início de sua carreira como músico do folk até o renascimento criativo, no fim dos anos 1990. Em mais de meio século, ele compôs músicas de quase todos os gêneros possíveis – exceto a música clássica. Dylan se reinventa antes que os críticos consigam categorizá-lo em algum tipo de gênero musical. Quanto mais ele muda, mais define sua identidade. “Não há nada tão estável quanto a mudança”, costuma afirmar.
É incontestável sua criatividade e sua facilidade de se expressar em verso e na música. Dylan reformulou o conceito do que é uma grande canção, reinventou o gênero cantor-compositor forçando o mundo a aceitar a fusão dessas duas funções, cantor e compositor, mesmo que o cantor em questão tivesse o tipo de voz que nem sempre era considerada bonita.
Ao mudar seu interesse de um gênero para outro, ele conseguiu influenciar e modificar cada um dos gêneros que tocou. É dele o crédito de expandir a narrativa na música popular. Foi além dos temas rapaz-conquista-moça e cantou sobre política, figuras históricas, eventos atuais questões sociais e filosofia. Juntamente com James Brown, ele é considerado o mais influente músico americano que o rock’n’ roll já produziu. Alguém que nas palavras de Bruce Springsteen “mudou, para sempre, a face do rock’n’roll”.
Ao longo de seus mais de 50 anos de carreira, Dylan recebeu inúmeros prêmios e láureas. Além de 10 Grammy’s, em 1991 recebeu um Grammy por toda sua contribuição à música “Lifetime Achievement Award”, além de um Oscar e um Globo de Ouro, em 2001.
Em 1975, foi nomeado pela revista Rolling Stone o “Artista do Ano” e, em 1989, foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll. Em 1990 recebeu a Ordem das Artes e das Letras do Ministério das Relações Exteriores da França. Em dezembro de 1997 tornou-se o primeiro músico de rock a receber o Prêmio Kennedy em reconhecido a sua contribuição de toda a vida ao mundo das artes. O prêmio lhe foi entregue pelo então presidente Bill Clinton na Casa Branca.
Em 2008, foi premiado com a Citação Especial do Prêmio Pullitzer. Em novembro de 2012, Dylan recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade outorgada pelo presidente americano Barack Obama .
Nesse ano de 2016 se tornou o primeiro músico a ganhar o Nobel de Literatura desde que foi criado, em 1901. A Academia Sueca explicou que, ao lhe conceder a láurea, o júri considerou a amplitude e profundidade de todo o seu trabalho como compositor. O prêmio é uma celebração à toda a sua carreira.
No decorrer de sua vida Bob pode parecer ao público como tendo sido egocêntrico – especialmente durante os primeiros anos quando chovia adulação e dinheiro – mas na realidade ele manteve muitos dos valores que seu pai lhe ensinou. Ele é, em muitos aspectos, uma pessoa de princípios morais: dificilmente usa uma linguagem imprópria, sempre foi próximo de seus pais e leal com seus amigos.
De trovador folk dos bares do Greenwich Village, em Nova York, no início dos anos 1960, até a superestrela condecorada, Robert Allen Zimmerman sempre seguiu o próprio caminho musical, rebelde e imprevisível.
Bibliografia
Charles River Editors, American Legends: The Life of Bob Dylan, 2014 - kindle edition
McDouga, Dennis, Bob Dylan: The Biography, 2014 kindle edition
Beck, Tony, Understanding Bob Dylan: Making Sense of the Songs That Changed Modern Music, 2016 - kindle edition

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Todas as formas de maus tratos dos irmãos de José, não desvirtuaram o propósito do Criador de torná-lo governante do Egito. Apesar da lei do retorno, José não os puniu, mas os perdoou, e quando eles perguntaram se não seriam punidos, José falou: SÓ POR ACASO DEUS PARA JULGÁ-LOS.

Percebam que qualquer avaliação sobre a vida humana vem da Luz. Como personagens da história somos partícipes apenas, da construção diária de um ambiente Cósmico, que contribua para o bem da Humanidade.
Moréh Altamiro de Paiva (Avraham Bar-Zohar)

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VISÕES DA KABBALAH - A Elevação da Alma

11419597289?profile=originalA cada noite nossa alma se eleva para os mundos superiores, onde recebe mensagens no sonho, que podem influenciar nossas tarefas espirituais. Dependendo de nossas ações e interações durante o dia que passou, essas mensagens podem nos auxiliar ou atrasar nossos esforços.

Ações positivas despertam mensagens proféticas e verdadeiras, enquanto um comportamento negativo invoca mensagens enganadoras e ardilosas. Nessa porção recebemos auxílio para fazer um uso positivo de nosso sono, de forma que nossos sonhos possam trazer lampejos confiáveis de nosso futuro.

Rav Berg (Zohar – Mikets)

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http://www.conexaoisrael.org/verdades-e-mitos-sobre-os-assentamentos-israelenses/2016-12-30/joao

A resolução 2334 da ONU (mais informações aqui) suscitou um grande debate sobre a legalidade dos assentamentos (ou colônias, termo mais preciso) judaicos na Cisjordânia. O status ético e legal das colônias é parte de um debate interessante e intenso, que não pode ocorrer sem que o contextualizemos e esmiucemos informações importantes, que nos ajudam a compreender a realidade.

Breve Contextualização Histórica

Se chamam comumente “assentamentos” ou “colônias” (em hebraico התנחלויות – hitnachaluyot) as construções civis israelenses dentro da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, a partir de 1967, quando Israel conquistou estes territórios de Jordânia e Egito, respectivamente. Devido ao fato de que estes territórios jamais foram anexados por Israel, que os mantém sob regime de ocupação até hoje (salvo Gaza, cujo status é uma incógnita), estas colônias representam um complexo entrave jurídico.

(Quer entender o conflito lendo um só texto? Clique aqui)

Historiadores afirmam que o ex-general e ministro Yigal Allon, após a vitória na Guerra de 1967, propôs a construção de um cinturão de proteção para separar Jerusalém do resto da Cisjordânia, e outro para defender a região fronteiriça entre a Cisjordânia e a Jordânia, no Vale do Jordão (veja o mapa abaixo). Este cinturão basear-se-ia no assentamento de populações civis israelenses, com o fim de demarcar o território. A esta proposta, cujas fontes sobre sua real existência são bastante controversas, denominou-se Plano Allon.

allonmap-477x600.jpgPlano Allon

O que começou como uma estratégia de defesa transformou-se em expansão territorial no fim dos anos 1970: com a vitória de Menachem Begin (Likud), dando fim a quase 30 anos ininterruptos de governo trabalhista, a construção das colônias se expandiu, adquirindo significados nacionalistas e expansionistas para além da segurança interna. Desde então, o número de colônias cresceu ano a ano, atingindo uma população de mais de 700 mil pessoas, incluindo a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, segundo Yaakov Katz, diretor executivo do Canal 7 de televisão.

Durante os Acordos de Oslo (1993-95), estabeleceu-se que seriam “Territórios C” onde os assentamentos judaicos se localizassem, que estariam sob controle civil e militar israelense (ao contrário dos Territórios A e B, sob controle palestino). Calcula-se que cerca de 100 mil árabes palestinos residam em Território C.

Os assentamentos (colônias) judaicos nos territórios ocupados são ilegais

Verdade e Mito.

Foram várias resoluções da ONU e de outras organizações internacionais que condenam e consideram ilegais os assentamentos. A Resolução 2334 da ONU foi a primeira aprovada pelo Conselho de Segurança da organização, o que aumenta o peso da ilegalidade do ponto de vista do direito internacional.

Segundo a lei israelense, no entanto, a construção de assentamentos na Cisjordânia é legal. O debate sobre a legalidade se deu nos anos 1970, e a jurisprudência está ancorada em uma lei da época do Império Turco-Otomano, que afirma que qualquer território sem proprietário é considerado passível de construção de terceiros quando não for escutado o canto de um galo. Por incrível que pareça, o Tribunal Militar Israelense legalizou a construção civil nestas regiões baseado nesta lei.

Existem, entretanto, assentamentos ilegais sob o ponto de vista da Justiça Israelense

Verdade.

Se por um lado a lei que vale na Cisjordânia é a lei militar israelense, a Suprema Corte de Justiça julga casos que envolvem questões civis. A Suprema Corte de Justiça israelense já ordenou por diversas vezes a evacuação de assentamentos ilegais, na maioria das vezes construído em terreno de propriedade privada de um cidadão palestino. O último caso foi o do povoado de Amona, ressarcidos por Netanyahu.

Mapa da Cisjordânia (os pontos escuros são as colônias)

Todos os governos israelenses construíram colônias desde 1967

Verdade.

Apesar de parte da população israelense crer que durante o segundo governo de Itzhak Rabin, quando negociavam-se os Acordos de Oslo, as construções foram congeladas, a verdade é o inverso: em 1995, no último ano de governo Rabin, foram construídas quase duas mil unidades habitacionais na Cisjordânia. E mais: durante o governo do trabalhista Ehud Barak (1999-2001) se construiu mais colônias por ano do que em qualquer outro governo, salvo nos dois mandatos de Itzhak Shamir (Likud), o maior expansor da história de Israel até hoje.

Gráfico de crescimento das colônias

Todas as colônias são povoados pequenos, com populações pequenas

Mito.

Para a realidade israelense, um município com população de 50 mil pessoas é considerada uma cidade de porte médio. Dentro da Cisjordânia há quatro cidades e uma série de povoados e vilarejos agrícolas. As cidades são Ariel (19 mil habitantes), Ma’ale Adumim (38 mil), Beitar Ilit (50 mil) e Modi’in Ilit (65 mil) (detalhe: Modi’in Ilit não existia até o ano de 1994). Parte dos povoados são administrados por subregiões administrativas, como Gush Etzion, ao sul de Jerusalém, cuja capital Efrat tem uma população de 8,3 mil habitantes, inserida em um bloco de 22 assentamentos que chega a quase 35 mil pessoas (sem contar Beitar Ilit, que se encontra na região).

Túnel que liga Jerusalém a Gush Etzion (passa por baixo de Belém)

A maioria dos episódios narrados pelo Tanach (Bíblia) teriam ocorrido nos territórios da Cisjordânia.

Verdade.

Por incrível que possa parecer, todo o litoral mediterrâneo israelense (incluindo as metrópoles de Tel-Aviv e Haifa), somados ao Neguev, sediaram um número escasso de histórias bíblicas. A região norte, na Galiléia, tampouco é central na narrativa tanáchica (apesar de ter sido o berço da maioria dos grandes tanaim, escritores do Talmud de Jerusalém). Foi na Cisjordânia que se passaram a maior parte das histórias bíblicas, em cidades e povoados como Hebron, Siloé, Belém, Beit-El, Jericó, entre outros. Hebron, inclusive, é uma das cidades onde sempre, ao longo de toda a história, habitou uma comunidade judaica. A divisão proposta pelo Plano de Partilha da Palestina, de 1947, que mais ou menos dá forma à Israel de hoje, baseia-se na colonização do movimento sionista entre 1882 e 1947. Este movimento nacionalista e essencialmente secular, optou por povoar as regiões mais férteis do país, sem importar-se muito com onde foram sediadas as histórias bíblicas.

Todos os habitantes das colônias são radicais religiosos que vivem aí por opção ideológica.

Mito.

Grande parte dos colonos vive em suas cidades e povoados por conveniência financeira. Se bem o grupo sionista religioso foi o ideólogo e fundador da maior parte das colônias, há populações laicas, ultra-ortodoxas não sionistas e até kibutzim na Cisjordânia, herança do Plano Allon. As duas maiores cidades judaicas dentro da Cisjordânia, Modi’in Ilit e Beitar Ilit, contam com populações quase que exclusivamente ultra-ortodoxas, em sua maioria não sionistas (não necessariamente antissionistas), que poderiam estar vivendo em qualquer outro lugar cuja localização e preço lhes fossem favoráveis. Outro aspecto atrativo é a proximidade de Gush Etzion e Ma’ale Adumim a Jerusalém: essas regiões oferecem moradias baratas e bem localizadas para quem trabalha na capital, o que atrai muitas famílias não necessariamente ideologicamente adeptas da colonização da Cisjordânia. Por último, há a Universidade de Ariel, um atrativo para os estudantes, tanto laicos como religiosos. Apesar disso, há povoados formados basicamente por uma população sionista religiosa, sobretudo na Samaria (região norte da Cisjordânia), onde se concentra a minoria da população judaica na Cisjordânia (não mais que 15% do total), distribuída em pequenos vilarejos. Segundo a Secretaria de Geografia e Estatística do Conselho de Judeia e Samaria, a população judaica nos assentamentos é composta 34% por judeus seculares, 34% por judeus ortodoxos-sionistas e 32% por ultra-ortodoxos (números de 2011).

Universidade de Ariel

Há em geral coexistência pacífica entre árabes residentes em Território C e os colonos

Verdade.

Embora devamos frisar bem a expressão “em geral” acima. Grande parte dos palestinos residentes em Território C transitam livremente pelas colônias, e são empregados pela indústria e pela agricultura local. Frente a difícil situação econômica da maioria dos palestinos, esta relação lhes oferece uma vantagem singular. Há, também, habitantes de Territórios A e B que trabalham nas colônias, não é esta uma condição somente dos habitantes do Território C. No entanto, cabe ressaltar que a maioria das vítimas de atentados terroristas são justamente as populações judaicas que vivem nos assentamentos. O caso dos três adolescentes sequestrados e assassinados em 2014 aconteceu em Gush Etzion, justamente a região onde há mais fluente convívio entre palestinos e judeus. Por outro lado, a região da Samaria e os arredores de Hebron são conhecidos por conflitos frequentes entre colonos e árabes palestinos.

Hebron é a única cidade com população mesclada entre árabes palestinos e judeus israelenses nos territórios ocupados.

Verdade.

E a situação não é nada fácil. Há um bairro dentro de Hebron, segunda maior cidade dos territórios palestinos com 260 mil habitantes (perdendo apenas para Gaza, com 450 mil), onde vivem cerca de 400 colonos. Há um contingente desproporcional de soldados que protegem esta população, que insiste em viver ao lado da Tumba dos Patriarcas e das Matriarcas. Por outro lado, Hebron é considerada a capital do Hamas na Cisjordânia, devido ao grande número de apoiadores do grupo radical islâmico. Por sorte é o braço político e não o braço armado do Hamas quem domina a região. Ou seja, a situação poderia ser mais tensa.

É impossível evacuar colônias

Mito.

Diversas colônias já foram evacuadas ao longo da história. Recentemente tivemos o caso de Amona. Pouca gente se recorda, mas colônias foram evacuadas quando Israel se retirou da Península do Sinai, no início dos anos 1980. Em 2005, a evacuação mais significativa: todos os colonos que habitavam a Faixa de Gaza, sobretudo no bloco de Gush Katif (7,5 mil habitantes ao todo) foram evacuados pelo governo do direitista Ariel Sharon. O evento, conhecido como “Plano de Desconexão de Gaza”, é até hoje uma das mais polêmicas ações do governo israelense, e um dos maiores traumas recentes da sociedade israelense.

Ex-colônias em Gaza

Os assentamentos estão distribuídos de uma maneira que é impossível que seja criado um Estado palestino sem que eles sejam evacuados.

Não sabemos.

A expansão dos assentamentos dificulta o desenho de um mapa com a divisão da terra em dois Estados (mapas abaixo). Colônias como Ariel, por exemplo, situadas no coração da Samaria, distante de qualquer povoado judaico de porte mediano, e quase fronteiriça com grandes cidades palestinas, representa um entrave. Há diversas propostas, como a da Iniciativa de Genebra, que prevém um intercâmbio de territórios de modo que a grande maioria dos assentamentos torne-se parte do Estado de Israel, trocados por territórios vazios que se encontram do lado israelense da Linha Verde. No entanto, algumas das colônias necessitariam ser evacuadas em todos os rascunhos já apresentados por qualquer iniciativa de paz, salvo a de Barak em Camp David (2000).

Mapa da Iniciativa de Genebra

Curiosidade

Você sabia que os colonos possuem uma espécie de governo regional, que também funciona como uma espécie de grupo de lobistas? Se chama Conselho Yesha: abreviatura feita com as primeiras letras de Judeia, Samaria e Gaza, em hebraico. Este Conselho tem cargos de presidente (que já foi ocupado por ilustres, como Naftali Bennett, hoje líder do partido A Casa Judaica e ministro da Educação, e Dani Dayan, que quase veio ao Brasil como embaixador em 2015 e hoje é o cônsul de Israel em Nova Iorque), secretário para assuntos do exterior e diretório de propaganda (hasbará), que tem como uma de suas atividades a redação de páginas no Wikipedia com conteúdo positivo para as colônias. O Wikipedia os considera uma Organização Guarda-Chuva. Eu os vejo como uma espécie de governo alternativo, com verba angariada através do Ministério do Interior, destinada aos municípios.

E você? O que acha?

Há muito por escrever sobre as colônias israelenses na Cisjordânia. Neste artigo eu tentei abordar temáticas gerais sobre estes assentamentos. Se você quer sugerir algum tema não trabalhado aqui, ou discutir o que eu expus, fique a vontade.

Quer mais?

Deixamos de fora deste artigo os bairros judaicos de Jerusalém Oriental devido ao fato de que Israel oficialmente anexou a região e, apesar do não reconhecimento internacional, a situação acaba por ser distinta. O tema já foi explorado anteriormente (leia aqui). Na mesma situação estão as Colinas do Golã. Falaremos sobre estas regiões no futuro.

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Hanuká ou a renovação da luz Paulo Blank

Hanuká pode ter razões que as velas do candelabro desconhecem?
Quando sabemos o sentido espiritual dos rituais, ou seja, a sua fil...osofia, a tradição e sua espiritualidade podem se fundir para renovar a prática mecânica dos ritos? Educar-nos uma vez mais? Além de significar fundação a palavra HaNuKá remete a HiNuCH. Educação
Hanuká: a narrativa sobre um pequeno recipiente criado por um oleiro anônimo que preservou o azeite durante anos, e possibilitou o milagre da multiplicação da luz, também rememora a ação dos hebreus que resistiram ao poderio helenista. Ação humana que, ao descobrir no templo abandonado de Jerusalèm uma antiga vasilha de óleo, possibilitou o milagre da multiplicação da luz que brlhou mais tempo do que seria de se esperar.
Segundo a tradição, o candelabro que acendemos na festa de Hanuká deve ser colocado na janela para que a luz ultrapasse a intimidade familiar e anuncie aos passantes que, mais uma vez, é hora de celebrar o milagre de reinventar o novo.
“Hanuká Ba hanuká”, diz uma canção hebraica. Hanuká dentro de Hanuká. Renovar dentro da fundação. É o que de melhor podemos desejar a todos nós, mesmo sabendo que, no final da festa, as velas se apagarão. Uma vez mais.

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11419600060?profile=originalHá uma ansiedade entre muitas pessoas sobre a sua vida espiritual. Alguns acreditam por força da Religião, que alguém tomou um dia o seu lugar e pelos seus pecados morreu para que ele pessoa pudesse ser salvo, das garras de outra personagem espiritual do Mal. Outros acreditando em parte daqueles, são vítimas da vida religiosa que os torna reclusos e isolados da vida social, vivendo dominados pela depressão e o medo de não se salvar. Veja uma citação de um Rav(Mestre):

“A intenção original de Abraão, o Patriarca, ao revelar o monoteísmo foi ensinar o ser humano a redimir-se. Como se nos dissesse: Olha só, ser humano, você está aqui no mundo físico. Você está totalmente fragmentado, em inúmeras partes, espalhado pelo mundo. Para voltar ao mundo infinito, temos que nos unir numa consciência só, num Recipiente completo, infinito”(KABALLAH – E As Chaves secretas do Universo. Rav Joseph Saltoun; Pg.103).

By Moréh Altamiro Paiva (Avraham Bar Zohar)

 

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VENÇA O DESCONFORTO COM A SABEDORIA

Em geral quando se aproxima ou entramos no mês de dezembro, como Yisraelitas vivenciamos a festa do chanuká, ou das Luzes, que nos remonta a vitória dos Macabeus sobre os selêucidas, que profanaram o templo Sagrado. Certamente coincide tais festividades judaicas em um período em que outras tradições também fazem suas festas, e aí alguns judeus sentem um grande desconforto.

O nosso povo desde a diáspora passou por situações constrangedoras no tempo e no espaço, desde os países europeus até chegar-se aos degradados de Sefarad, nós B’nei Anoussim, os filhos dos forçados, que nos foram impostos uma forma religiosa que não eram aos dos nossos antepassados. Mesmo assim com muito jogo de cintura, e mártires, sobrevivemos e existimos, e continuamos leais a Toráh.

Vivemos hoje em tempos modernos. Há alguns anos atrás o Catolicismo através do seu papa, nos pediu perdão pelos males causado e nos inocentou de termos matado o seu líder maior, a quem adoram como deus. Na contemporaneidade o Papa Francisco, argui ao Cristianismo católico a deixar de lado o proselitismo junto aos judeus, enquanto que cristãos protestantes se irritam e trocam farpas.

Na diáspora precisamos muito jogo de cintura. Será que vale apena discutir com pessoas de outras tradições, dizendo que elas estão adorando ídolos, enquanto esquecemos de estudar a Toráh? Será que vale apena criar inimizades com amigos, gastando energias desnecessárias? Vamos deixar cada pessoa viver as suas escolhas e viver as suas experiência religiosas, mas o que não devemos é em nome de uma idolatria, utilizarmo-nos da intolerância, dando o troco do que fizeram conosco, e isso não é JUDAISMO.
By Moré Altamiro Paiva (Avraham Bar Zohar).11419600477?profile=original

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Estamos vivenciando CHANUCHÁ, um acontecimento histórico, quando os selêucidas adentraram a Yerushalaim para a profanação do Templo. A resistência do Macabeus (165 a.e.c) assegurou a vitória sobre os invasores, e o óleo utilizado para apenas um dia para acender a menoráh, a fez brilhar por oito dias.

Os Kabalistas concebem CHANUCHÁ não apenas como um fato histórico, que resultou em uma celebração religiosa, mas como um ensinamento do Criador para com a humanidade. O período que tem o tom festivo, trás consigo um período de enfrentamentos, de lutas, mas também de resistência a estes conflitos, sinalizados com um gosto de vitória.

O inimigo grego agora dentro de nós é o nosso EGO, que se opondo ao desejo de compartilhar, pode motivar um curto circuito entre nós e o Criador. É um período para revermos alguns paradigmas que ainda impedem nosso crescimento espiritual. Ao acendermos as velas da festa, renovamos o sentido da vida simbolizada pelo fogo, de que há esperança, mesmo que a luta continue. Chag Chanuchá Samêach! (Feliz Festa de Chanuká!).

By Moreh Altamiro de Paiva (Avraham Bar Zohar)

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SHABAT SHALOM – Um Reencontro Consigo Mesmo

No mundo de perda de valores somos arrastados pelo turbilhão de acontecimentos, e quase sucumbimos. Exercemos nossas atividades, não estamos interessados se nossas ações possam prejudicar ou não ao nosso próximo, e mesmo assim, achamos que estamos corretos, e que o mundo se exploda.

Não é assim, em todos os nossos atos temos responsabilidades no nosso trato com o nosso semelhante, com o nosso parceiro de vida, com o nosso viajante do tempo. Nesta semana temos a Conexão de Vaishlach, em Bereshit 32:4, e 36:43, o reencontro dos irmãos Yaakov e Esav. Era esperada uma tragédia, diante da posse ilegal da primogenitura por Yaakov, mas terminou num reencontro de paz.

Este é o bom termo quando ouvimos o nosso coração, descobrimos que precisamos melhorar. Somos essa duas forças que nos manipula e nos faz descobrir que apesar de “termos feito tudo, ainda somos o mesmo que vivemos......como nossos pais”. Quando nos permitimos reconhecer onde falhamos, tornamos o mal em bem, reencontramo-nos e seguimos.......SHABAT SHALOM!

Moré Altamiro Paiva (Avraham Bar Zohar).

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Bracha para as luzes de Chanuka

Na Tradição judaica em Chanucá, as  luzes das velas,  são acesas em todos os lares judaicos para celebrar  os acontecimentos daqueles dias,  onde quando  lutamos pela liberdade contra a Tirania  os caminhos de Israel  são sempre iluminados por uma  mensagem eterna de esperanças não somente para si mais para toda a humanidade.

Em Chanuka  devemos acender cada dia uma Vela e em cada vela  deveremos realizar uma prece de esperança.

" Bendito seja as luzes de Chanuka, que suas luzes possa iluminar toda a humanidade trazendo a esperança de paz e coexistência entre povos,culturas e nações"

"Bendito seja as Luzes de Chanuka que possa iluminar a cada lar trazendo o amor e compreensão"

"Bendito seja as luzes de Chanuka que possa iluminar um caminho de esperança e de justiça a todos os desabrigados, flagelados, e famintos neste mundo"

"Bendito seja a Luz de Chanuka que possa iluminar a escuridão das trevas das guerras e da violência."

"Bendito seja a luz de Chanuka que possa iluminar nosso mundo espiritual de sabedoria  e amor ao Proximo"

"Bendito seja a Luz de Chanuka que possa iluminar e trazer a paz e o fim do conflito entre Israel e os Palestinos"

"Bendito seja as luzes de Chanuka que possa iluminar e trazer o nosso respeito e a conservação a mãe natureza."

"Bendito seja a luz de Chanuka que possa trazer a luz espiritual para  nossas vidas,iluminando o amor entre casais o amor entre pais e filhos o amor entre amigos.

Chanuka Sameach!

 

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La mayoría de los judíos no cree que los rabinos deben tener la autoridad para determinar quién califica como un miembro de la fe, e incluso entre los ortodoxos, sólo una pequeña mayoría lo acepta.
Según un informe publicado por el Jewish People Policy Institute, un grupo de reflexión basado en Jerusalén, el 37 por ciento de los judíos de todo el mundo cree que las comunidades locales son las que deben ser el árbitro final de quién es judío. Otro 30 por ciento plantea que los individuos decidieran por sí mismos, y sólo el 23 por ciento piensa que la cuestión debe ser determinada por los rabinos. Una pequeña minoría del 6 por ciento cree que el estado de Israel debe tener la última palabra en este asunto espinoso.
El informe se basó en una encuesta de 715 participantes en grupos de diálogo celebrados en marzo y abril de este año en Israel, Estados Unidos, Australia, Reino Unido, Brasil y Suiza. La mayoría de los participantes eran de los Estados Unidos.
Entre los judíos ortodoxos, el 54 por ciento dijo que los rabinos deben determinar quién es judío. Entre los judíos conservadores, el porcentaje era del 24 por ciento, y entre los judíos reformistas, sólo el 10 por ciento.
En Israel, es el establecimiento rabínico ortodoxo el que determina quién es judío para el propósito del matrimonio.
El 57 por ciento de los participantes dijo que es “necesario tener una comprensión ampliamente aceptada de quién es judío”.
Sobre la cuestión de si una conversión por un rabino reformista o conservador debe ser considerada legítima, los israelíes parecían ser mucho más rígidos que sus contrapartes en el extranjero. Ellos fueron el único grupo en el que una gran parte de los participantes (44 por ciento) se opuso a las conversiones no ortodoxas.
Cuando se les preguntó si están “totalmente de acuerdo” en que la atribución de Israel de la definición de quién es judío es un “insulto” a los judíos de la diáspora, más del 20 por ciento de los judíos conservadores y más del 30 por ciento de los judíos reformistas respondieron afirmativamente

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ROSH CHODESH KISLEV – SAGITÁRIO

11419599088?profile=originalJá estamos na Lua Nova de Sagitário, que anuncia o início de um novo ciclo, finalizado após os sinais das Luas maiores que preconizavam, fatos e que nos despertou profundamente:

1. Eleição não esperada de Donald Trump;
2. Morte do Líder Socialista Cubano, Fidel Castro;
3. Tragédia da queda do Avião, que transportava a equipe do Chapecó, e outras pessoas (Time de Chapecó).

Aí se indaga: Já se pressentia tais acontecimentos? Claro que não. Somente após os fatos, podemos decodificar sinais do mês anterior. Uma coisa nos chamou a atenção, os dois primeiros acontecimentos dividiu opinião, criou incertezas, uns eram favoráveis outros contra. Na tragédia de Chapecó em Medelin, rompeu-se a Matrix, para que a humanidade pudesse chorar e dar as mãos, o esporte foi o grande templo do amor e da solidariedade.

É um novo ciclo que surge, rompendo fronteiras, fazendo brotar a solidariedade, e possibilitando a expansão do amor. Preparemo-nos, uma Nova Ordem Mundial está chegando, a era Messiânica está quase a desabrochar com a presença do único e verdadeiro Mashiach, e que seja logo! 
Moré Altamiro Paiva (Avraham Bar Zohar)

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A BELEZA DO DIA DE SHABAT

11419598069?profile=originalO sol já começa a declinar, as primeiras estrelas estão quase a brilhar, e um Portal Cósmico está quase a abrir-se. O Shabat chega trazendo um manto de Paz e harmonia para os que o esperam ansiosamente. Paro tudo, abro a Torá, e com a minha família, sinto os primeiros sinais do aconchego do dia sagrado. Oh Criador entra em minha casa e faz nela morada. SHABAT SHALOM!

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Diversos incêndios ocorre em todo Israel.

11419598260?profile=originalCentenas de bombeiros e voluntários, atuam com o apoio do exército e da polícia para tentar controlar os  
Até o momento foram evacuadas 75 mil pessoas de suas casas. Helicópteros da polícia continuam a patrulhar toda região que através de suas cameras térmicas relatam aos bombeiros os focos principais de incêndio.
Países como Grécia, Turquia, Russia e EUA e também a autonomia Palestina se mobilizaram para ajudar a controlar esse grande desatre.
Sempre em situações como essas vemos a grande solidariedade que existe em Israel . Bons exemplos: A Aldeia Muçulmana de Abu Gosh abriu suas casas para receber a comunidade de Staf, Os Kibutzim de toda região abriram suas portas para alojar os desabrigados.

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Explosão de cores em Israel - Revista Eretz

Explosão de cores em IsraelSoldado israelense em um campo de ranúnculos, perto do kibutz Nir Yitzhak, ao sul de Israel. (Foto Amir Cohen/Reuters)

Explosão de cores em Israel

Seja no verão, no inverno, na primavera ou no outono, é sempre tempo de se admirar as flores em Israel.  Aliando tecnologias avançadas às condições naturais do país, os produtores israelenses estão conquistando  o mercado europeu com a singularidade das várias  espécies cultivadas no país, assim como aquelas que  crescem como dádivas da natureza.


Em 1948, o então primeiro-ministro  David Ben-Gurion prometeu que o recém-criado Estado de Israel faria o deserto florescer. Quem viaja pelo país atualmente percebe rapidamente que a promessa  foi cumprida. De norte a sul do território israelense crescem as mais variadas espécies de flores colorindo  a paisagem. Em campos abertos ou em estufas  equipadas com avançadas tecnologias são produzidas toneladas de flores que transformaram o Estado Judeu no segundo maior exportador para a União Europeia, ficando atrás apenas da Holanda, há décadas o maior produtor mundial e sede dos maiores e mais importantes leilões do setor. No final da década de 1970, Israel foi o primeiro país estrangeiro a participar dos leilões e feiras da Holanda, dos quais, até então, tomavam parte apenas produtores holandeses.

A média anual de 300 dias ensolarados e temperaturas relativamente quentes no inverno, principalmente no Deserto do Neguev, são condições ideais para o cultivo de flores no verão e, também, para o seu crescimento natural ao longo do ano. Este quadro favorável aliado à tecnologia de ponta tem garantido o crescimento da indústria de flores cortadas de Israel. Pesquisas recentes indicam que 90% das peônias, anêmonas, íris e ciclamens, entre outras espécies, chegam anualmente ao mercado internacional.

Atualmente, a exportação israelense de flores  – in natura ou em sementes e bulbos, plantas e materiais de propagação – soma cerca de  US$ 200 milhões anuais; em 2000, este número chegava a US$ 50 milhões. Israel é considerado líder mundial na produção de plantas e flores cultivadas em clima quente e seco e um dos principais exportadores de produtos e equipamentos agrícolas de alta tecnologia para a União Europeia. As vendas externas israelenses em agricultura respondem por mais de  2% do Produto Interno Bruto e, deste total,  30% são principalmente de produtos in natura.

Nem a queda do índice anual de chuva, a aridez do solo ou as constantes reduções no volume de água destinado à agricultura têm sido capazes de enfraquecer a cada vez mais forte indústria das flores de Israel. Aliás, a maior parte da produção de flores está concentrada no sul do país, ou seja, na região mais árida, que registra apenas 25 mm de chuva por ano.

Em sua jornada para se consolidar como um dos grandes produtores de flores para a Europa, o país tem investido continuamente na pesquisa para o desenvolvimento de novas espécies capazes de se adaptar às condições ambientais da região, ou seja, plantas que necessitem cada vez menos água para sobreviver e aptas a crescer em meio às pedras, ao asfalto (consequência da urbanização crescente) e aos espinhos.  O Centro Volcani para Pesquisa Agrícola e o Centro para Floricultura em Regiões Áridas, órgãos do Ministério da Agricultura, são os dois principais institutos que atuam nessa área, com diferentes departamentos. Paralelamente a esse trabalho, as universidades israelenses também mantêm unidades de pesquisa.

A botânica Sima Kagan, do Centro Volcani, tem dedicado seus últimos 20 anos de carreira a encontrar soluções para esse desafio.  Ela viaja o mundo em busca de plantas ornamentais que consigam  se aclimatar às duras condições do meio ambiente israelense, sobrevivendo ao verão e à seca. Um dos resultados do esforço concentrado dos cientistas é a variedade das plantas ornamentais hoje distribuídas no país e enviadas ao exterior com o selo “Made in Israel”.

Anêmonas (em hebraico, kalanit), ciclamens (rakefet), narcisos (narkis), tremoço (tourmus) e outras flores silvestres nativas, como a íris, enfeitam jardins e parques da maioria das cidades israelenses. Mas nem sempre foi assim e muitas espécies estiveram ameaçadas de extinção. No entanto, a legislação clara e programas educacionais implantados nos últimos 50 anos garantem que a primavera se transforme em uma explosão de cores mesmo nas regiões mais áridas do território nacional.

Amir Cohen faz parte da terceira geração de produtores de flores do país. Suas gérberas coloridas são vendidas por toda a Europa, tendo conquistado fama por seu padrão de alta qualidade e beleza.  Em suas estufas, na cidade de Kfar Yedidia, crescem dezenas de milhares de flores por ano destinadas tanto ao mercado interno quanto ao externo.  Segundo Amir, as cores das flores variam muito de acordo com a época do ano. Enquanto que nos feriados cristãos a procura maior é por plantas brancas e vermelhas, no inverno a demanda é por flores de cor laranja. No verão, rosa e amarelo estão na liderança.

A apenas 15 minutos de Beit Shemesh, no pequeno moshav Sdot Micha, milhares de rosas púrpura e amarelo e anêmonas vermelhas são cultivadas em fileiras mantidas constantemente limpas e úmidas pelo proprietário do campo, Beni Sharoni. Diariamente, centenas de embalagens cartonadas são transportadas do local refrigerado de empacotamento para o aeroporto, rumo à Europa. Uma das vantagens do cultivo das anêmonas é o fato de não precisarem de controle de temperatura no inverno, permitindo a colheita diária. O sistema de produção, colheita, embalagem e distribuição é tão eficiente e exato que os pedidos chegam em dois dias ao seu destino no exterior.

Um arco-íris de flores

Seja no verão, no inverno, na primavera ou no outono, é sempre tempo de se admirar as flores em Israel, seja em estufas ou em campos abertos. A melhor época,  no entanto, é entre meados de fevereiro e final de março, quando as flores silvestres surgem em todo o seu esplendor. Nesta época costuma ser realizado o Scarlet South Festival, na região nordeste do Deserto do Neguev, quando são organizados passeios gratuitos em meio a tapetes vermelhos de anêmonas na Área de Recreação Reím e na Floresta Ruhama.  Em março, também, é possível se apreciar o auge da florada das anêmonas e dos botões de ouro no chamado Campo das Anêmonas em Kfar Yarok. Estas também florescem ao norte e ao sul da estrada que leva a Beit Shmesh, mas estão concentradas principalmente na região de Givat Haturmasim, ao lado de tremoços vermelhos.

Amendoeiras e ciclamens também são abundantes de fevereiro a março na reserva de Sataf, uma área preservada a leste do Monte Eitan, nas proximidades da área ocidental de Jerusalém. Os ciclamens, cujas cores variam do branco ao rosa escuro, são também chamados de Fogo de Salomão, pois parecem chamas que saltam das pedras e das sombras. Ao norte de Tel Aviv está o Vale dos Narcisos, ou Emek HaNarkisim, no cruzamento de Glilot. Ali, também, há muitos campos de margaridas silvestres.

Na Reserva Natural Carmel, nas proximidades da Universidade de Haifa, os tremoços e as íris formam verdadeiros tapetes que se estendem por toda a região. Ali, também, pode-se presenciar mais um pequeno milagre da natureza: o crescimento de uma variedade singular de grandes tulipas cujas pétalas lembram as listras amarelas e marrons dos tigres. No Vale de Beit Shean, no alto do Monte Gilboa, está o habitat natural da espécie de íris que leva o nome da montanha. É, ainda, a flor escolhida para ser o símbolo da Sociedade de Proteção da Natureza de Israel. 

A melhor época para vê-las em todo o seu apogeu são os meses de março e abril. Há mais de 260 espécies de íris em todo o mundo sendo que muitas crescem naturalmente em território israelense e algumas apenas ali.  A íris é considerada uma das flores silvestres mais bonitas de Israel e cresce nas montanhas da Judeia e também nas Colinas do Golã. A exótica íris marrom escura do Neguev floresce em uma área do KKL próxima a Beersheva.

Os produtores israelenses enfrentam atualmente um duplo desafio: encontrar novas variedades e produtos que atendam à demanda do mercado, estando sempre um passo à frente de seus concorrentes, e, ao mesmo tempo, usar cada vez menos recursos hídricos sem diminuir o padrão de seus produtos. Ainda assim, apesar das dificuldades, as flores ainda representam um dos maiores itens na pauta de exportação de Israel e um ótimo negócio para o setor agrícola.

Fortes conexões

Diversas plantas nativas encontradas no moderno Estado de Israel estão mencionadas em vários textos bíblicos, comprovando a estreita ligação entre o Povo Judeu e a terra de seus ancestrais, há milênios de anos. Há aproximadamente cem plantas mencionadas na Torá e cerca de 400 na Mishná e no Talmud, citadas em diferentes contextos. Algumas fazem parte de narrativas referentes aos rituais realizados no Templo; outras em situações do cotidiano e outras, ainda, pelo seu uso medicinal.

As chamadas sete espécies bíblicas - trigo, cevada, uva, figo, olivas, romãs e tâmaras - são mencionadas em Deuteronômio 8:8 e ainda crescem em amplas áreas da paisagem israelense e desempenham um papel especial na tradição judaica.  “Uma terra de trigo e cevada, e vinhas, e figueiras e romã; uma terra de azeite de oliva, e mel ”, assim é definida a Terra Prometida aos judeus. Na Antiguidade, estes alimentos eram elementos básicos da dieta da população e apenas as primícias das sete espécies podiam ser utilizadas como oferenda ao Templo.

O trigo hoje semeado em todo o mundo tem origem no trigo silvestre da Terra de Israel ou dos países próximos. Atualmente, no moderno Estado Judeu, é plantado principalmente na região norte do Deserto do Neguev e colhido em Shavuot. No passado, a farinha de trigo era consumida principalmente pelos ricos.

Nos tempos bíblicos, segundo o Livro de Reis 2, 7:1, a cevada era usada como forragem e custava a metade do preço do trigo. Os mais pobres a consumiam como mingau e para fazer bolos. Menos popular que o trigo, não crescia com facilidade nos campos, era áspera e mais difícil de mastigar e digerir. Em Ruth 1, conta-se que a forragem teria chegado a Belém (Bethlehem) no início da colheita da cevada.

“O vinho alegra o coração do homem”, diz o Salmo 104: 14. As videiras são a primeira planta mencionada na Torá na história de Noah (Gênese 9:20). Já o texto em Números 13: 23 descreve como os espiões enviados por Moshé retornaram com um cacho de uvas tão grande que foram necessários dois homens para carregá-lo. O vinho é um elemento importante dos rituais judaicos no Shabat e nas festas.

O figo aparece pela primeira vez na Torá nos primeiros capítulos do Gênese, quando Adão e Eva cobrem sua nudez com folhas de figueira. Na Antiguidade, eram plantadas em jardins ao longo do país e seus frutos eram considerados nutrientes baratos. O queijo poderia ser talhado acrescentando-se suco de figo. Segundo citação em Isaías 38:21,  o figo possui qualidades medicinais sendo, no passado, usado como cataplasma.

A romã também foi trazida pelos espiões para mostrar a fertilidade da Terra de Israel. A romã possui 613 grãos, número que corresponde às 613 mitzvot mencionadas na Torá. As romãs são, também, um elemento muito presente nas obras de artistas judeus e seu suco é usado na produção de corantes vermelhos.

 A oliveira é uma das mais antigas e mais valiosas árvores do Oriente Médio, tanto pela sua fruta quanto pelo óleo e madeira. O azeite de oliva era utilizado para o acendimento da Menorá no Templo, além de ser um componente importante da dieta alimentar dos antigos israelitas, que já conheciam suas qualidades cosméticas. O ramo de oliveira é, até os dias de hoje, símbolo da paz inspirado no episódio do dilúvio, quando a pomba levou a Noah uma folha de oliveira para mostrar que havia terra nas proximidades da arca (Gênese 8:11). Alguns estudiosos acreditam que as oliveiras podem viver por mais de mil anos e, ainda, produzir frutos. Em Israel, é proibido cortá-las.

As tâmaras, mais especificamente o mel feito a partir delas, são mencionadas em fontes antigas. Nos tempos bíblicos e ainda hoje, Jericó é conhecida como Cidade das Palmeiras, pelas grandes tamareiras que ali crescem.

Bibliografia
http://www.wildflowers.co.il
Keeping the desert blooming, artigo publicado no site www.new-ag.info
Revista Eretz

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SHABAT SHALOM – A Tenda Da Paz

11419597683?profile=originalNa véspera do Shabat uma tenda de paz se estende sobre o mundo, e a luz que vem de Keter, desce até a fisicalidade Malcult, numa união cósmica entre o divino e nós mortais em evolução em nossa vida. É o instante em que os Tsadikim que já foram, descem como manifestação de Ibur, tornando o terreno elevado, com duas almas, ou uma alma acessória.

Enquanto ocorre o Shabat o espírito impuro não se manifesta, a glória do Criador reina, e as almas celebram. Não é uma manifestação apenas para um grupo, o Shabat, é uma energia celestial que alcança a todos, mesmo que não se detecte, mas os filhos de Eloim fazem iluminar a todos, convocando-os a adoração do D-us único.

Conta-se que Abraão mantinha sua tenda aberta para os quatro lados, a fim de poder receber todos que a ela chegassem oferecendo hospitalidade e alimentando-os para a jornada. Pelo desapego de Abraão, recebeu uma letra Hei em seu nome, e tornou-se a carruagem da sefirá Chêssed-Misericórdia, ligada ao Amor Incondicional. Shabat Shalom!

Moréh Altamiro Paiva (Avraham Bar Zohar).

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ESTUDANDO A CONEXÃO DE SHABAT - LECH LECHÁ

11419597077?profile=originalNosso estudo se fundamenta na Sidrá contida no Livro de Bereshit 12, na Torá, SAI PARA TÍ. Utilizamos como ajuda a compreensão SOD, do Zôhar com Trechos da semana:
1- Avraham saiu de Ur dos Caudeus e desviou-se da Rota que seria Canaã. Passou por problemas;
2- Desceu ao Egito por circunstancias, caiu de nível espiritual e passou por situações desconfortáveis;
3- Subiu do Egito, ou seja deixou a negatividade de Mitsaraim, e elevou-se perante o Criador, no entanto deixou consequências que se cumpririam mais tarde no cativeiro dos 400 anos.
É BOM PENSAR NISSO!

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Mulheres judias conseguem rezar como os homens no Muro das Lamentações

Grupos de ultraortodoxas batem nas fiéis e as ameaçam por rezarem com os rolos da Torá

Mulheres judias com a Torá depois de rezarem no Muro das Lamentações, em Jerusalém.
Mulheres judias com a Torá depois de rezarem no Muro das Lamentações, em Jerusalém. MENAHEM KAHANA AFP

A guerra religiosa entre judeus explodiu de novo em Jerusalém. Uma centena de mulheres acompanhadas por rabinos reformistas e conservadores conseguiram nesta quarta-feira introduzir no Kotel ­— nome em hebraico do Muro das Lamentações — 12 rolos da Torá, um para cada tribo de Israel, e rezar com eles no lugar sagrado. Trata-se de um fato sem precedentes, que viola as leis do rabinato que administra o Kotel, e que só permite o uso para a reza dos pergaminhos depositados no Muro das Lamentações. Somente os homens podem utilizar os rolos com os textos sagrados, já que as mulheres, segundo a interpretação ortodoxa do judaísmo, nem sequer os podem tocar.

Pela primeira vez não só elas introduziram os rolos da Torá, como tanto os homens como mulheres puderam rezar com eles. Primeiro, em separado, cada grupo reza em sua zona de oração. Depois, todos juntos, mas não no Azarat Yisrael — o espaço à margem designado pelo Governo israelense para um futuro lugar misto de oração — , mas na própria área do Kotel, perto dos espaços tradicionais segregados.

A chegada das rabinas com os rolos da Torá até o Muro das Lamentações não foi tarefa fácil. A procissão que atravessou a muralha da Cidade Velha de Jerusalém pela Porta dos Detritos — o acesso mais direto à praça do Kotel pelo bairro judaico da Cidade Velha de Jerusalém — ultrapassou, cantando, o posto de controle rotineiro de segurança e entoou o Aleluia hebraico ao pisar no espaço sagrado. Homens e mulheres portavam os rolos. Elas, abraçando-os firmemente contra o peito, como se fossem bebês. Entre vaias e gritos de “nazis” lançados por grupos de judeus ultraortodoxos, conseguiram seu objetivo. “Não é a primeira vez que entramos no Kotel com os rolos e nos detêm por isso, mas é de fato a primeira vez que não o fazemos às escondidas”, reconhecia a rabina Sandra Kochmann, do movimento conservador Masorti.

Foi um marco histórico para o qual contribuíram, e muito, os homens do movimento reformista judaico. Eles foram rodeando as mulheres, e se posicionaram como uma barreira que levou a maior parte dos empurrões e socos dados pelos judeus ultraortodoxos, que tentavam lhes tirar os rolos da Torá para impedir que as mulheres os introduzissem em seu espaço de reza no Muro das Lamentações.

Reforço policial

Finalmente, com muito esforço e alguma ou outra queda, a improvisada procissão conseguiu ultrapassar o cordão de segurança que fazia a guarda na entrada da zona feminina do Muro. Os funcionários do Kotel, identificados com vistosos coletes amarelos brilhantes, não tinham como missão impedir o acesso das mulheres ao lugar, mas evitar que judeus radicais penetrassem na área reservada para elas, para agredi-las ou lhes arrancar das mãos os rolos da Torá. Poucos metros adiante, dezenas de policiais israelenses enviados para o local para o caso de a disputa ter maiores consequências tiveram que interferir. Agiram tão somente para separar alguns homens de ambos os grupos — ultraortodoxos e reformistas — que chegaram às vias de fato na disputa religiosa.

Os fatos foram qualificados de “incidente infeliz” pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que também advertiu por meio de um comunicado que “a violação unilateral do status quo no Muro das Lamentações mina os atuais esforços para alcançar um acordo”.

Sua mensagem teve imediata resposta dos que defendem os direitos das mulheres de rezarem no Kotel em igualdade de condições com os homens. “Não só lutamos por um lugar de reza igualitário, lutamos pela igualdade entre homens e mulheres. O Governo aprovou uma zona mista de oração, mas tal como está agora não serve. É um espaço discriminado, e as obras para equipará-lo aos lugares tradicionais de reza não parecem avançar. Por isso, continuamos e continuaremos vindo todo mês rezar na zona das mulheres”, explica Sandra Kochmann.

O rabino-chefe do Kotel, Shmuel Rabinowitz, considera que essa atitude das mulheres e dos judeus reformistas “atiça a chama, convertendo o fogo da disputa em uma eterna fogueira”. Rabinowitz pediu aos fiéis que não entrem em provocações, e aos reformistas e conservadores que permitam a Netanyahu “atuar com sensibilidade e discernimento para pôr fim a esta guerra civil”.

Segundo a ortodoxia judaica, não só é proibido que as mulheres toquem a sagrada escritura como tampouco vestir o talit ou colocarem o tefilin (trajes de reza reservados aos homens), nem rezar em grupo ou em voz alta. São privilégios masculinos que reformistas e conservadores querem eliminar. “Todo dia deveria ser permitido às mulheres lerem a Torá... logo chegará o dia em que poderemos celebrar também aqui cerimônias como o Bar Mitzva”, dizia a rabina reformista Anat Hoffman, líder do movimento Nasot Ha Kotel (Mulheres do Muro das Lamentações). Hoffman, detida várias vezes porque está há mais de 30 anos infringindo normas e rezando no Muro com a cabeça coberta pelo quipá e usando o talit, pôde finalmente nesta quarta-feira levar livremente um rolo da Torá e recitá-lo em voz alta.

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VISÕES DA KABBALAH – A Aceitação do Outro

Vivemos numa realidade fenomenológica e procuramos nos adaptar as circunstancias que nos rodeia. Temos o poder de mudar situações, embora haja limitações quando se tratar de transformar o Outro, no modelo do nosso EU, assim devemos ver o Outro como ele é e não como nós somos.

“Indique o melhor caminho a andar, no entanto deixe as pessoas seguirem o que elas acharem melhor. O verdadeiro amor é imparcial! Deixe as pessoas segurem seus próprios caminhos e aprenderem com eles, isso não está ao seu alcance”. (Psicologia Holística Condicionativa Há Ari. José Ricardo Pereira tavares, pg 33).

Moréh Altamiro Paiva – Avraham Bar Zohar

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