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Chaverim e chaverot
As expressões emocionadas de quem participou e de quem "teve saudades" do Cabalat, o rico artigo do Paulo Blank sobre arquitetura do tempo e os comentários a ele, os nossos embates com energias negativas na internet, e tudo isso, podem ser sintetizados em imagens. São águas em que estou começando a navegar, sem nenhuma aptidão artística, mas com muita consciência do que "eu sei que não sei".
Sou um eterno aprendente, e busco na minha rede de amigos o conhecimento e a inteligência que eu não tenho. E assim a minha ignorância se transforma em alegria, no fluxo de aprendizados que tenho desses amigos.
O que quero sugerir é o seguinte: em algum momento, não muito distante, fazermos um encontro numa chácara qualquer, em que possam vir os de todos os lugares, e façamos uma atividade que tenho visto e que tem resultados muito empoderadores: a do storytelling, e da construção de desenhos e imagens que sintetizem as histórias.
Então, quero propor desde já este workshop, para todas as idades, e que nós consultores organizacionais associamos a uma sigla: 5W2H:
What, When, Who, Where, Why (este nós já temos), How e How Much.
Só 7 coisinhas, e temos um projeto.
Quem topa? Assim responderemos ao Who, formando um Grupo de Trabalho. Tem que ter gente de todas as idades. E o resto se resolve no andar da carruagem.
O When, eu diria, sem pressa, somewhen nos próximos 6-7 meses. Que tal no Rosh Hashaná?
Um abração a todos, e obrigado pela alegria de todos que é construída por cada um.
A pedido de muitas pessoas do site do JH, que não tiveram a oportunidade de ler a troca de e-mail com o Luiz de Carvalho, me pediram para divulgar o conteudo da discucão.
A troca de e-mail começou depois de vários postagem de "propaganda" sectaria Palestina no nosso site.
O primeiro e-mail eu enviei ao Luiz de Carvalho, sobre uma postagem ao bloqueio de israel a faixa de Gaza.
Abaixo veja na ordem as trocas de e-mail
Peco as minhas desculpas a muitos chaverim do site, que tinha me pedido tirar de imediato, o Luiz de Carvalho da Rede, mais para mim era importante ter a devida paciência para verificar e desmascarar os seus verdadeiros objetivos.
Agradeco aos chaverim do site,Sergio,Marcelo e Paulo pelo apoio e a união!
Shabat Shalom a todos!
jayme
De Jayme Fucs Bar para Luiz de Carvalho
Enviado 17.2.2011
Caro Luiz,
Meu nome eh Jayme Fucs Bar, fui ativista da DS na epoca da Ditadura militar no Brasil, e vivo em Israel desde 1982, e atuo junto com grupos e organizações palestinas,de posturas humanistas, socialistas e moderados, pela a Paz para criação de um estado palestino ao lado do estado de Israel.
Aqui lutamos muito contra o processo de desumanização e demonizarão que se faz a propaganda Israelense e palestina, onde o objetivo e desinformar a realidade geral desse contexto Humano.
Na verdade os grupos que usam essa tatica no fundo tem um nacionalismo cego que não consegue ver nada somente o que entende a sua realidade, e o seu direito exclusivo sobre o direito do outro.
Entre os artigos, que vc envia, a grande maioria vem desse contexto da propaganda exatamente como faz parte da midia Israelense e dos setores da direita das comunidades judaica, devido que os artigos não são de sua própia autoria, não fica claro a sua posição pessoal sobre alguns tema que tenho a curiosidade de saber seu posicionamento, dentro de uma rede que tem como a visão Judaica e Humanista.
Quais são suas intenções e interesse quando entrou para essa rede ?
Qual eh a sua posição sobre o direito da existência do Estado de Israel ao lado de um estado Palestino dentro da resolução das nações unidas em 1948?
Qual eh a sua posição em relação ao uso da violência palestina frente a população civil Israelense?
Agradeço em ouvir sua opinião pessoal!
Um forte Abraco
Jayme
De Luiz de Carvalho para Jayme Fucs Bar
Enviado 1 dia atrás
Prezado Jayme,
Fico muito preocupado com o que vocês chamam de opinião própria. Na verdade e como sempre, essa preocupação parece mais mania cultural excomungacionista de uma cultura da culpabilização como tem sido a regra. Suas questões delicadas parecem mais assunto para tribunal de justiça fundado no medo, no ressentimento, na investigação policialesca, que fico pensando se realmente lutou contra a ditadura. Parece que o que vocês querem é um motivo fundado num virus do poder do Estado, para excluir, banir, excomungar, execrar e coisas do gênero tal como o fizeram com Spinosa. Aí me pergunto: é isso que se chama opinião própria? Originalidade? Até quando essa cultura ressentida vai ser a alma do judaismo? Melhor dizendo, de um certo Judaismo? Passei por tudo que talvez vocês não passaram em termos de perseguição e sou capaz de não esconder a perserguição e a cultura da acusação aos outros que nós praticamos. Essa tática de acusar primeiro e demonizar o outro como faz a mídia do império americano foi aprendida com nosco, nós da cultura de Ressentimento. Acho até que você faz um esforço sobre humano para não parecer policialesco, ressentido, mas os outros... Lamentavelmente, pensei que essa comunidade tivesse superado essas questões...Mas vejo que usam o holocausto para se denominarem um povo messiânico, já que não esperam mais um ditador pessoal, construiram uma ditadura Estatal cultural para empreender a acusação, o banimento, e a tortura como auto defesa.
Podem mais uma uma vez praticar vosso ânimo atormentado pela cobiça e pela impotência como prática de adestramento! É isso que querem? Aí está um prato cheio para saciar vossa fome de messianismo!
Um abraço forte irmão!
De Jayme Fucs Bar para Luiz de Carvalho
Enviado 1 dia atrás
Prezado companheiro Luiz,
Fica Calmo, Acho que voce eh que caiu nesta de culpacionismo, policiamento, e ressentimento!
Por suas palavras entendo e compreendo de onde vem a teoria sobre os judeus, Israel e judaismo.
A Teoria da conspiração da "nova esquerda brasileira"!
Fico Triste em ver uma pessoa tão inteligente, tão capacitada como voce cair nesta armadilha, e se tornar parte desse neo fascismo camuflado de esquerda, que se une com as forcas "progressistas "e "democraticas" da Hisbola, Hamas e dos fundamentalistas Islâmicos, fazendo a mesma politica reacionária da direita ultra nacionalista de Israel e dos setores judaicos.
Companheiro Luiz, Somente te fiz um pedido simples, quero ouvir de voce com suas palavras o que pensa sobre as minhas perguntas e não dos textos e discursos impregnados de sectarismo fascista , que se reivindica "esquerda"
Será que eh tão dificil voce responder as minhas perguntas, sem ressentimento, sem se sentir culpado, sem medo de se policiar sobre o que verdadeiramente pensas!
Não tenha medo de tirar as mascaras e mostrar a sua verdadeira Face!
Aqui em Israel conhecemos muito bem essa realidade dos discursos Nacionalistas sectários em "Nome do povo palestino" ou em "Nome do povo Judeu " porem todos contaminado de ódio, medo, de violência sobre o outro.Todos que se acham donos da verdade absoluta, como vcs e os ultra nacionalistas do governo de Israel, leva a essa nossa realidade aqui cada vez mais caótica.
Dentro desse contexto, essa minoria de Judeus e palestinos, moderados, humanistas e pacifistas são os verdadeiros Spinozas e Ariel da Costa, onde voce e essa "esquerda" fascista sem saber estão de mãos dadas com a direita, e os ultra nacionalista do atual governo Israelense.
Se isso não eh verdade por favor ! somente responda as minhas perguntas!
Aqui em israel nos militantes humanistas, pacifistas e socialistas dentro desse triste contexto onde a esquerda se tornou fascista e ultra nacionalistas fundamentalistas religiosos e se uniram. Nos aqui ainda gritamos!
VENCEREMOS!
Um detalhe: Esse site não eh messiânico!
eh um site do Judaismo Humanista se tiver tempo leia um pouco mais sobre nos antes de copiar seus textos e chegar a conclusões fora do contexto.
abraco de um companheirro judeu socialista , que nao foge da luta e enfrenta a realidade de forma complexa e nao sectaria!
jayme
De Luiz de Carvalho para Jayme Fucs Bar
Enviado 1 dia atrás
Prezado Jayme,
Vosso ar de donos da verdade e de rabinos conselheiro enoja qualquer criança que , por acaso, não soubesse, por meios convencionais ou outro, dos acontecimentos. Não é necessário saber o que acontece para ver em vossa postura o olhar do Deus bondoso e com sede de calar o outro, de humilhar, de saborear o sangue da não identidade, de destruir e esconder as vítimas como na cidade de jericó e tantas outras que a mídia aprendeu a esconder com as lições bíblicas, com uma falsa informação defenciva de quem deseja esconder e se apresentar como ser de justiça como a filosofia ressentida de Emanuel Lévinas; Vocês desejam a identidade dos outros para julgar, mas esquecem de se olhar no espelho e ver em vossas narinas o enxofre fumegar escorregando sangue das vítimas que desejam ou já se saciaram. É vergonhoso vosso modo de falar, de se justificar, é peçonhento, Belicoso , fedorento, doentio...A doença do Deus Único que não tolera outras verdades, que felizmente, a história irá jogar como mais uma peça sem importancia no tabuleiro do fim dos totalitarismo confesso ou disfarçado como vossa cultura.
De Jayme Fucs Bar para Luiz de Carvalho
Enviado 1 dia atrás
Opa, Agora sim estamos começando a conhecer o verdadeiro Luiz de Carvalho, mostrando a sua verdadeira face, cheio de ódio a judeus, e tudo que venha e seja parte dessa herança histórica , cultura e tradição milenar.
Te agradeço por manifestar de forma verdadeira os seus pensamentos, onde fortalece e fica clara a tese de grupos e pessoas como voce que se autodeterminam da " esquerda brasileira" e não passam de pequenos e perigosos nacionalistas neo fascista, camuflados de intelectuais progressistas.
Nesta sua fervorosa "luta" pelo direito povo Palestino, na verdade, eh a forma de voce usar o nome do povo palestino,e a legitimo direito desse povo, para manifestar esse seu ódio camuflado ao povo Judeu!
Na verdade não tem nenhum interesse verdadeiro sobre a luta dos palestinos, es um oportunista, onde os usa para manifestar seus verdadeiros interesses escondidos contra os judeus.
Fico aqui de longe numa maior curiosidade!
O que pensa o companheiro sobre os afro-brasileiros e sua herança histórica a Africa?
O que pensa o companheiro sobre os nativos indígenas brasileiro, sobre a sua herança histórica e cultural a todo o continente brasileiro?
Serás que tem uma opinião formada sobre esse assunto tão brasileiro ?
O grande desastre de pessoas como voce eh que com certeza com esse seu nome de Carvalho, leva em suas veias o sangue dos judeus que tanto odeia,
Jayme
De Luiz de Carvalho para Jayme Fucs Bar
Enviado 18.2.2011
Prezado Jayme,
Muito obrigado por sua democracia previsívelmente doentia por identidade. Ou você não sabe do que se trata? É bem provável. Vossa burrice por identificar o outro e se reconfortar faz-me lembrar de Judeus perseguidos e por isso identificados para os olhos de quem? Há! desculpe. Você não sabe porque no fundo tem as mesmas necessidades, a mesma fome, a mesma vingança pela qual os refugiados do mundo sofrem. Há! trata-se do selo, do preço, da marca que a mercadoria deseja para dar forma ao "deus" da justiça...Do eu sei o seu preço...Ha! esqueci que a ética de sua paixão é a da mercadoria como tão bem foi teorizado por Emanuel Levinas. Foi assim que julgaram Spinosa? Acredito que naquele tempo vossa fome de julgar era menos contida, ou estão procurando na calada da noite vossos párias para expô-los os culpados do que vocês mesmo desejam ser os primeiros? Por que será que o processo de Kafka se parece tanto com vossa preocupação em saber o que penso? Há! desculpe. Esqueci que vossa ética é a ética do Escravo: ele é mal, eu sou do Bem. Realmente Kafka sentia na pele essa impotência do escrevo que diz: você é antisemita, tem ódio de judeus, são neo fascista, tem interesses escondidos contra judeus, e besteiras do gênero. Deixa de tua babacaquisse! Deixa chomingar! Ver se cresce menino! Agora diga: você não jpoga mais com nossa bola! Eu sou o dono da bola e você não joga! Só joga eu e meus amigos! Hó que menino mimado! chorão! Diga agora meu filho: você não entra na minha casa! Vamos eu quero ver o tribunal reunido na sinagoga virtual Juguem! Dê liberdade ao vosso ânimo tribunalesco, de menino mimado!
Não se cresce buscando identidades meu caro,
De Jayme Fucs Bar para Luiz de Carvalho
Enviado 1 dia atrás
Agora sim que esta ficando super interessante, ver o seu grito furioso, seu rosto verdadeiro, suas verdadeiras palavras, seus choro, seus brandos, seus verdadeiros pensamentos, sua verdadeira personalidade.
Ufa ! Finalmente demoraste muito para sair de sua camuflagem de intelectual de "esquerda" simpatizante da causa "palestina" .
Prezado Luiz demorou um pouco, mais a sua mascara caiu!
Com certeza não sou parte do seu jogo, nem de seu time, eh claro que essa bola eh sua, e logicamente voce eh dono desse jogo,pois esta claro que toda essa manifestação em pro a causa "palestina" eh um jogo, uma farsa ,onde neste jogo sujo, e perigoso usa tudo e todos para avançar na sua verdadeira causa ,o ódio profundo, a tudo que seja Judeu.
Grande jogador Luiz de Carvalho, A MASCARA CAIU!
Jayme
Escola árabe-judaica dá exemplo de convivência pacífica em Israel
Duas professoras em sala de aula. Uma fala hebraico. A outra, árabe. Elas explicam as formas geométricas para alunos da quarta série, israelenses e palestinos. Não muito longe dali, as brincadeiras das crianças do jardim de infância, comandadas pelas professoras Mimi e Aya, também nos dois idiomas, confirmam que esta não é uma escola comum.
Das cinco escolas bilíngues Max Rayne que funcionam no país, a de Jerusalém, inaugurada em 2008, foi a pioneira. Lili, argentina de nascimento, diz que um idioma complementa o outro, e isso ajuda os alunos e que tanto ela quanto Angie, a colega de classe, se sentem realizados trabalhando na escola.
Atualmente, 500 alunos árabes e judeus sentam-se lado a lado nas salas de aula. Juntos, discutem as lições ensinadas pelos mestres. Aprendem a respeitar as diferenças culturais e, acima de tudo, aprendem que suas escolhas não dependem das questões políticas dos governos.
Em qualquer outra parte do mundo, isso não chamaria a atenção. Mas em uma região onde ódio e violência são matéria-prima do dia a dia, a iniciativa bem pode ser chamada de revolucionária.
Mais do que provar que a coexistência em harmonia entre árabes e judeus é possível, escolas como esta são uma espécie de ponte entre um presente e um passado de guerras e discórdias e um futuro de paz e compreensão.
Yael e Areen, de 14 anos, estudam juntas há nove. São amigas de dormir uma na casa da outra. Eyal, que é a caçula da sua família, diz que considera Areen como sua irmã mais nova. “Não pensamos uma na outra como árabe ou judia. Ela é minha amiga, ela é a pessoa de quem eu gosto e isso basta”, diz Areen.
Na parte administrativa, Ala Khatib e Dália Perez, os codiretores, discutem os assuntos relativos à escola e tomam juntos as decisões. Ala me diz que depois de 61 anos de existência seria um absurdo se Israel não tivesse uma escola árabe-judaica como esta. Ele afirma que ainda é cedo para dizer que o modelo da escola é vitorioso, mas reconhece que a lista de espera que existe hoje mostra que eles estão no caminho certo.
Ronen Weinberg, pai de dois alunos, diz que recebe muitas críticas de amigos e parentes. Mas não se importa, porque cada vez mais acredita que esse é o caminho certo.
Munir, também pai de aluno, estava me dizendo que não se trata apenas de mostrar que viver em paz é possível, mas também de que todas as pessoas são iguais, quando Suzana, mãe de Yael, apareceu. Foi recebida com beijos. Munir pergunta: “Vocês gravaram os beijos? É sobre este tipo de relacionamento que eu falava. É tudo sobre as pessoas, sempre sobre as pessoas”.
SOCIEDADE ALTERNATIVA
E
EDUCAÇÃO COMO PRATICA A LIBERDADE
2006
DAVI WINDHOLZ
1. Introdução
Nosso objetivo não é entender historicamente a decadencia dos movimentos juvenis sionistas, mas sim propor um novo modelo educacional, o qual possa recriar o movimento e tornar-lo relevante como no passado. O movimento juvenil judaico sionista socialista surge como um marco que oferece ao jovem judeu um novo caminho, um novo ser humano e judeu. A alia ao kibutz, e portanto a renovação do ser humano judeu, coincidi com os movimentos humanistas e socialistas de então.
Até os anos 60 o movimento era relevante a juventude judaica. Mas, a partir dos anos 70 ele começa perder de sua relevancia e de seu significado. Nos vimos nos ultimos 20 anos do seculo XX uma mudança radical da ideologia juvenil, de uma postura ideologica revolucionaria a uma postura conformista, consumista, individualista. Neste periodo há um desenvolvimento muito grande da tecnologia da comunicação de massas, do saber independente (computação e internet), da socialização através de campanhas publicitarias e da força ideologica dos "logos". Junto a isso o desenvolvimento de um pluralismo cultural, modificando por todo o conceito de familia, através da liberdade sexual (pilula), divorcio, homossexualismo. Para finalizar entramos no processo de desabamento das estruturas socialistas a nivel mundial (auge quebra da União Sovietica) e o dominio total de um capitalismo bruto através da globalização economica, cultural e comunicativa.
Para podermos trabalhar em um novo modelo temos que entender o contexto atual e as grandes mudanças nas duas ultimas decadas do seculo passado. Essas mudanças ocorrem no plano individual, familiar, comunitario, nacional e internacional. Somente entendendo que essas mudanças já estão influenciando a nossos educandos, sem porem, influenciar nosso pensar educativo. Temos que nos recriar, repensar em base a essas mudanças:
1. Expectativa de Vida: Uma criança nascida no começo do sec xxi terá uma expectativa de vida de 100-120 anos. O principal significa disso é que teremos mais tempo livre em nossas vidas para realizar atividades voluntarias, de lazer, etc.
2. Tempo Livre: Com o processo da robotização nos proximos 20 anos, o periodo de trabalho será reduzido a 20 hs por semana. O principal significa disso é que teremos mais tempo livre em nosso dia-dia, no periodo de nossa vida trabalhista, para realizar atividades voluntarias, de lazer, etc.
3. Fonte de Informação: No sec passado o professor era a fonte unica de informação, transmitida através da aula frontal, losa, giz e livro. Com a televisão, computador e internet a informação foi democratizada, e dinamizada a um nivel audio-visual (filmes, fotos, animações, etc). A criança passa a saber mais do que seu proprio professor(a). O principal significado disso é que não necessitamos mais das escolas para nos informarmos.
4. Socialização "Logotipo": Os valores culturais são transmitidos principalmente através da propaganda. As crianças, jovens, adultos, homens, mulheres se comportam, pensam, sentem e acreditam de acordo com modelos transmitidos pela propaganda. Mais do que pelos modelos transmitidos pela casa (familia), comunidade, escola, religião, movimento juvenil, etc. O principal significado disso é que os fatores socializantes classicos deixam de ter relevancia no processo de socialização em prol da propaganda.
5. Pluralismo Familiar: A familia se desintegra e deixa de ter um "modelo ideal" (pai, mãe, filhos) e passa a ser pluralista em base a familia "normal", pais divorciados, re-casados, uni-paternais, homossexuais, comunares, etc. O principal significado disso é que não existe mais um modelo de valores unico a ser transmitido.
6. Enfermidades: No inicio do sec xx morria-se de enfermidades bacteriologicas. Hoje se morre de enfermidades causadas por má alimentação, falta de exercicios e stress – modo de vida. Cancer, cardiologicas, gastro, anorexia, etc. O principal significado disso é que a cura esta na educação e não na medicina.
7. Depressão: 30% da população adulta americana toma anti-depressivos, 20% das crianças tomam "retalim", 45% se divorciam, 55% de adultos de pais divorciados se divorciam, mais de 60% da população adulta está frustrada com sua situação economica ou pessoal. E isto no primeiro mundo!!! O principal significado disso é que a felicidade e a realização pessoal não estão na carreira profissional ou no status social, apesar de todos comportarem-se como se estivesse.
8. Sexo: A muito mais liberdade sexual hoje do que nos anos 60, mas há muito mais insegurança nas relações pessoais, na definição sexual (heterosexual ou homossexual), muito menos capacidade de intimidade e verdadeira relação de casal. O principal significado disso é que a felicidade e a realização sexual não depende somente da liberdade sexual, mas sim da filosofia sexual e da liberdade emocional.
9. Televisão, computadores e internet (TCI): Apesar de haver um desenvolvimento muito grande na area de lazer, e o desenvolvimento de lazer consumo, a televisão, o computador e a internet assumem cada vez mais uma maior porcentagem do tempo livre do individuo, criança e adulto. No mundo ocidental uma criança dedica de 5-8
(70 % de seu tempo livre) hs por dia ao TCI, um adulto 2-6 hs (70-100% de seu tempo livre). O principal significado disso é que cada vez mais temos menos criatividade e responsabilidade de dirigir de forma autonoma nosso tempo livre e portanto nossa vida, principalmente levando em conta que está será a principal atividade de nossas vidas em 20 anos mais.
10. Apostas, Alcool e Drogas: As apostas, alcool e drogas (e tambem televisão, internet, comida, compras obcessivas) tornam-se cada vez mais fatores de escapismo de um mundo real, frustrante e depressivo. O principal significado disso é que alguem está interessado em que escapemos, e nos incentiva a isso. Basta descobrir quem!!!
O movimento juvenil faz parte das estruturas socializantes do passado que já não são relevantes ante esta nova realidade.
Um novo modelo tem que responder a essa realidade e opor-se a ela, caso sigamos acreditando que o principal motivo da existencia de um movimento juvenil é a tentativa de criar um mundo melhor e mais humano.
Mas o que fazer se os proprios lideres destes movimentos foram durante toda suas vidas socializados por este sistema e acreditam em muito de seus valores? E o principal valor de que a carreira e o status social individual trazem a felicidade e a auto-satisfação?
2. Principios Basicos:
O modelo que quero apresentar neste trabalho baseia-se em 3 principais teorias psico-pedagogicas:
1. O modelo dialogico
2. A psico-pedagogia da Gestalt
3. A teoria das Inteligencias Multiplas(IM) e da Inteligencia Emocional (IE)
Tentarei em breve trazer essas tres teorias, para que possamos ter uma linguagem teoretica comum.
1. O modelo dialogico:
Seu maiaor representante é Paulo Freire
Os processos educativos como processos socializantes atuam de duas formas opostas:
1. servindo a sociedade, socializando o individuo a absorver o seu sistema de valores, comportar-se de forma "adequada", interiorizar o seu lugar e o seu papel futuro dentro da sociedade (na sociedade capitalista como futuro consumidor).
2. servindo ao individuo, socializando-o a repensar no sistema de valores, entendendo o contexto em que vive, a questionar a sua forma de ser , através de um processo de conscientização, buscando a forma ativa de criar um mundo melhor para si e para o meio em que vive, modificando, assim, a sociedade de forma critica e positiva.
Ao primeiro chamará de educação bancaria, processo no qual o educando é um mero vasilhame ao qual se vai depositando "conteudo-informatico", num processo no qual o educador é o ativo, depositante, e o educando passivo, depositario:
1. o educador é o que educado, os educandos, os que são educados;
2. o educador o que sabe, os educandos os que não sabem;
3. o educador é o que pensa, os educandos, os pensados;
4. o educador é o que diz a palavra, os educandos os que a escutam docilmente;
5. o educador o que atua, os educandos, os que tem a ilusão de atuar, na atuação do educando;
6. o educador escolhe o conteudo programatico, os educandos jamis ouvidos nesta escolha, se acomodam a ele;
7. o educador identifica a autoridade do saber com a autoridade funcional, que se opõe antagonicamente a liberdade dos educandos.
O segundo processo é o que Freire chama de educação para a liberdade. Qualquer processo educativo libertario baseia-se no dialogo entre o educador e o educando, criando assim um mundo comum aos dois. No processo dialogico não existe um lado que sabe, define, ativa, domina e outro que recebe passivamente o que o primeiro impõe.
A proposta da educação dialogica é reverter todos esses itens de tal forma que não exista mais um educador e um educando, mas sim um educador-educando em dialogo com educandos-educadores, ou seja no ato do educar, através do dialogo o educador se modifica educando-se através dos educandos, que passam a educar.
As palavras chaves neste processo são dialogo, ativismo, responsabilidade, pluralismo, criatividade, busca, igualdade e amor.
Erich Fromm define que existem dois tipos de autoridades, a autoridade aberta e a "camuflada". A primeira se declara como autoridade, impondo seu poder através da força fisica, moral ou monetaria. A ação é conseguida através do medo, do poder e da consequencia das ações (se voce não fizer será castigado, se voce não estudar, se comportar, pensar...). A autoridade camuflada, é a manipulativa, que cria um ambiente de falsa liberdade, falsa democracia, utilizando de uma tecnologia educativa manipulatica-emocional. O sistema economico atual precisa socializar a seus membros para que consumam, mas tendo a sensação que este consumo e o conteudo dele é de livre escolha. Neste caso a autoridade manipulativa é muito mais efetiva, pois ela passa despercebida.
O dialogo só é possivel se se acredita na capacidade do educando em assumir responsabilidade na escolha de sua vida e de seu conteudo. Neil, define em relação a criança e ao ser humano:
1. A criança é boa e curiosa em principio
2. O objetivo da educação é criar pessoas felizes e auto-realizadas.
3. A educação tem que estar centralizada na criança e não no conteudo.
4. Disciplina e castigo são opostos ao processo dialogico. Criam medo e raiva.
5. Dialogo é liberdade. Liberdade não é libertinagem. Esta é a autoridade nas mãos do
educando, sem a presença do educador.
6. A verdade no dialogo é a pedra fundamental no processo educacional.
7. Complexo de culpa é o principal instrumento da educação moderna. Ele deixa
marcas tão profundas como a aplicação de força fisica.
2. A psico-pedagogia da Gestalt
A teoria psicologica da Gestalt da a enfasi ao ser humano como um total, holismo, ou seja ser humano atua, pensa e sente como um todo, indivisivel, inseparavel. Podemos definir 8 principios basicos no proceso educativo da gestalt:
1. Principio do aqui e agora: a tematica a ser trabalhada se basea na realidade de "aqui e agora", ou seja a experiencia que o educando esta vivenciando neste momento, neste local. O passado e o futuro só tem sentido quando visto desde um presente.
2. Principio da concentração no contato: O contato se faz nos limites, entre o educando e o educador, entre o educando e o meio, entre o educando e a tematica. Concentrar-se no contato é ir até o limite, é buscar e provar o limite, sem medo de perder-se alem dele.
3. Principio da autoconsciencia: o processo educativo é um processo de conscientização do educando em relação a si proprio e ao meio que o rodeia. Entender esta relação e o que ela lhe faz emocionalmente.
4. Principio do estimulo do "self support" (auto-ajuda): A creditar em sí, saber buscar as forças internas para a solução dos problemas.
5. Principio do arcar com as responsabilidades: o lugar da vitima se faz na educação bancaria, pois ela torna o educando passivo. Ativar-se é assumir a responsabilidade do processo para si, definir e decidir que atitudes, comportamentos tomar.
6. Principio do aprender pela vivencia: o processo educativo se realiza através da vivencia, ativando o educando a pensar, sentir e agir.
7. Principio da gestalt fechada: Em cada processo, em cada contato, em cada aprendizado abrimos um circulo. Este circulo consome energia, enquanto não se fechar. Finalizar o processo de aprendizagem é fechar o circulo, a gestalt.
8. Principio da espontaneidade: A vivencia tem que ser realizada de forma espontanea e não forçada, imposta. So assim era será total.
3. A teoria das IM e da IE
Nos anos 80 Dr. Howard Gardner, de Harvard, definiu inteligência "como o processo de aprender e apreender a informação (cognitiva, emocional ou sensorial) e a capacidade de tomar decisões e encontrar soluções e respostas a perguntas, problemas ou dilemas. " Distinguiu oito formas de inteligência Na tabela abaixo estão concentradas estas "inteligências", suas definições, a forma de pensamento, as atividades que dão prazer, e as atividades, meios e técnicas que seriam utilizadas para desenvolver tal inteligência.
INTELIGÊNCIA CARACTERÍSTICAS PENSAM POR... GOSTAM DE... PRECISAM
VERBAL Sensibilidade a som, estrutura,sentido e função das palavras e da língua
Palavras
Ler,escrever,contar estórias,jogar jogos verbais
Livros,fitas, material escrever,papel,diário,
dialogar,discutir,estórias
LÓGICA-MATEMÁTICA Sensibilidade a processos lógicos e racionais, números, pode lidar com uma série longa de informações lógicas Números, formas lógicas, séries
Experimentar,perguntar, investigar,solucionar problemas lógicos e “chidot”, operacionar números Pesquisar, pensar sobre,material científico,manipulativos,passeio a planetário, museus
ESPACIAL Capacidade de apreender com perfeição o mundo visual, tridimensional e transformá–lo em informação verbal ou bidimensional Imagens, cores, formas Criar, construir, desenhar, esboçar Artes,lego,slides,
multmídia,jogos de imaginação,livros desenhados, passeios a museu de artes
FÍSICA DINÂMICA Capacidade de dominar o movimento e trabalhar a matéria Sensações somáticas Dançar, correr, pular, pegar, vivenciar Teatro,esporte, dança,construir, jogos físicos, experiências palpáveis,trabalhos manuais
MUSICAL Capacidade de captar ritmos, sons, transformá-los, criar em cima. Ritmo, som, música Cantar,assobiar,batucar, escutar, tocar instrumento, Cantar, tocar, concertos,
INTRA PESSOAL Capacidade de contactar-se com o lado emocional, diferenciar as emoções, entender os motivos de sua atuação e ser capaz de transmiti-los de forma efetiva Introspecção Definir objetivos, pensar em si, sonhar, viver em paz, planejar programas Cantos secretos, tempo para estar só,projetos de desenvolvimento pessoal, possibilidades de escolha
INTER PESSOAL Capacidade de definir ânimos, sentimentos, entender os motivos do comportamento dos outros e poder desenvolver uma comunicação efetiva Através de idéias dos outros Dirigir, liderar, organizar,atuar,
comunicar-se, juntar à sua volta pessoas Amigos,jogos de grupo,comissões, trabalho de grupo, eventos sociais
NATURALÍSTICA A capacidade de estar na natureza, entendê-la sem meios lógicos, simplesmente aplicando os sentidos sentidos Estar na natureza, cheirar, pegar, paladar, olhar, escutar Passeios, trabalho agrícola, animais, jardinagem
Cada pessoa possui um perfil de inteligências próprio e distinto. A definição das várias inteligências, do perfil pessoal, implicam em uma visão totalmente diferente de ensino e de sistema educacional formal e informal. O primeiro enunciado seria o de abulir no novo sistema os conceitos de educação formal e informal. Não existe mais um tempo formal e um tempo informal e inclusive um tempo a-formal de se educar. A cada instante, a cada vivência, a cada relação humana nos estamos nos educando e não há como separar esses momentos. Há que integrá-los num sistema único, com um processo de sensibilização e de conscientização de como o indivíduo aprende e apreende o mundo. O ser humano, o tempo, o espaço e a temática são vistos como um todo, visão holística do mundo.
Prof. Salovey, sentindo que as propostas do sistema educacional do Jardim de Infância às Universidades não proporcionavam as respostas à realidade atual, através do desenvolvimento cognitivo, e por conseqüência do QI, como fator preponderante na seleção social, escolas, meios profissionais, buscaram a resposta na área emocional. O postulado básico seria de que a visão racional de tomada de decisões para solução de problemas e dilemas, o desenvolvimento cognitivo através do processo básico escolar não vinga no contexto atual. definido no começo deste artigo. É necessário o desenvolvimento emocional e a capacidade de um diálogo entre o racional e o emocional. Somente uma pessoa com estrutura emocional desenvolvida teria capacidade de confrontar-se com o aumento enorme de informação e de manuseio desta, confrontar-se com o tempo livre, sem torná-lo ocioso, e com o sistema de valores mais amplo e complexo, como temos hoje em dia. Só uma estrutura emocional desenvolvida poderá confrontar-se com a massificação dos meios de comunicação e com o aumento enorme das propagandas. A necessidade de tomar decisões instintivas e emocionais exige, tanto de uma criança como de um pai ou deum profissional, um amadurecimento e um desenvolvimento emocional não promovido hoje no sistema educacional.
A definição de Inteligência Emocional partiu da teoria de Gardner. Outro autor, Salovey, definiu como Inteligência Emocional, as inteligências intra-pessoal e inter-pessoal, ou seja a capacidade de criar processos introspectivos, estar em contato com as próprias emoções, sensações, entender suas necessidades, vontades, assumir suas qualidades e poder confrontar- se com os lados mais débeis, negativos. Por outro lado, a capacidade de criar uma relação empática e uma comunicação positiva com o outro. Solovey definiu "Q.E." como quoeficiente emocional, paralelo ao Q.I.
O desenvolvimento do Q.E. se faz em cinco áreas:
1. Identificação: desenvolver a capacidade de identificar situações emocionais, necessidades, vontades. Identificar como me comporto, com quem e em que contexto. Identificar minhas reações sensoriais, emocionais e racionais em situações diárias, problemáticas.
2. Conscientização: desenvolver as capacidades de entender o porquê, as origens dos processos identificados e encontrar respostas racionais, emocionais e sensoriais adequadas a estas situações.
3. Atitude: Desenvolver uma visão positiva, otimista, de cooperação, capacidade de assumir a responsabilidade de seus atos e de ver as situações em suas devidas proporções.
4. Empatia: desenvolver a capacidade empática das pessoas, de tal modo que sejam capazes de, mesmo com posicionamento contrário, racional, emocional ou valores, colocar-se no lugar do outro e entendê-lo.
5. Comunicação positiva: desenvolver a capacidade de expressar-se de forma positiva e efetiva, de forma que o outro tenha a possibilidade de absorver e apreender o dito ou feito.
4. A Prática Educacional
Podemos traduzir esses tres modelos teoricos em principios aplicativos ao processo educacional:
1. Em vez de um sistema formal e informal, um sistema integrativo
Se até hoje o sistema formal era responsável pelas inteligências lógico-matemáticas e verbal e o informal pelas demais, passa a haver uma integração dos dois, através do relacionamento constante das 8 inteligências e a criação do espaço físico de acordo.
2. Em vez de um espaço físico limitado e geral, a diversificação dos espaços
A sala de aula, principal espaço educacional, perde sua força e passa a ser um dos espaços. Espaços abertos, natureza, salas de dança, teatro, artes, passam a ter a mesma importância no processo educacional, assim como seus derivados.
3. Em vez de uma estrutura centralizada, a descentralização
O sistema educacional passa a ser de responsabilidade da comunidade e de seus membros - pais, alunos e professores, sem um poder centralizador, a não ser no apoio econômico e profissional.
4. Em vez de escolas massificadas, mini-escolas
Em sistemas menores é mais fácil desenvolver programas individuais, nos quais há uma total participação do educando. Assim se torna mais fácil suprir as necessidades da comunidade educativa, na qual pais, filhos e professores tornam-se educadores e educandos num processo mútuo de aprendizagem e mudança.
5. Em vez de seleção, incentivo
O objetivo do educador é de desenvolver as capacidades e o perfil individual de cada um. Assim sendo, não há como selecionar e criar um sistema competitivo, comparativo. A competição não é valida como um meio educativo. Não há notas externas e exames para comprovar aprendizado. As notas eliminam qualquer vontade em estudar. Elas estão relacionadas com o mercado de empregos e o sistema elitizante de nossa sociedade.
6. Em vez de uma programação fixa, aprendizagem individual e criativa
O curriculum não permite uma aprendizagem verdadeira, criando uma massificação da mesma. O educador tem que ensinar a todos, num tempo determinado um conteúdo determinado. Ou seja, acaba por educar somente aqueles que são capazes de absorver neste tempo um conteúdo definido. O conteúdo do curriculum tem que ser aberto, definido entre o educando e o educador, sendo que o desenvolvimento da aprendizagem pode ser avaliado somente entre os dois.
7. Em vez de ensino de matérias isoladas, ensino de unidades temáticas
Os temas serão fixados a três níveis:1. comunidade-pais, educandos e educadores; 2. grupos - entre o educador e o grupo de educandos; 3. Individual- entre o educando e o educador. Desta forma o curriculum apresenta as necessidades e as vontades de toda comunidade a nível comunitário, grupal e individual. As definições em todos os níveis são tomadas através de um processo de diálogo entre as diferentes partes.
8. Em vez de um processo cognitivo, um processo holístico
A aprendizagem baseia-se em processo cognitivo, emocional e sensorial. Qualquer aprendizado envolve esses três níveis que tem que ser trabalhados em tempo único. A base teórica e metodológica é baseada na teoria das inteligências múltiplas.
9. Em vez de reprimir o movimento, incentivá-lo
Os movimentos, as interferências, as inquietudes nos dizem muito a respeito do educando, a relação dele com o meio e o processo educativo. Reprimi-los seria como reprimir uma dor de cabeça sem saber as origens da mesma. Incentivar seria criar um processo de identificação e conscientização de uma situação determinada.
10. Em vez de um sistema obrigatório, um sistema voluntário
O educando escolhe os conteúdos e os marcos que gostaria de estudar. Ele tem a liberdade de definir seu processo educativo, num diálogo com os pais e o educador, assumindo plena responsabilidade deste processo, sendo orientado, apoiado e incentivado tanto pelos pais como pelos educadores.
11. Em vez de um processo passivo, um processo vivencial
O processo holístico educacional se faz através das vivências, das experiências. Estas nos põem em contanto com processos cognitivos, emocionais e sensoriais, assim aprendendo e apreendendo o mundo.
12. Em vez de educar pelo medo , educar pelo amor
A educação pelo medo é a imposição do respeito pelo medo a autoridade, através de castigos, notas, manipulações emocionais. Ao contario, a educação pelo amor é a imposição do respeito mutuo, atraves do dialogo, no respeito pelo outro em sua totalidade, na confiança no outro, na vontade e na capacidade de dar e receber.
13. Em vez de educação bancaria, educação para a liberdade
Educar sem preconceitos, em um sistema igualitario, no qual se aceita o outro, o diferente em sua totalidade, sem medo, sem preconceito. Educação para a liberdade de ser o que se quer ser.
14. Em vez de educar para TER, educar para SER
Educar ao ser humano e não ao cidadão. Educar para ser, para ser humano, feliz e realizado em sua vivencia aqui e agora, sendo consciente de seus pensamentos, sentimentos, valores e daqueles que o rodeiam, aqui e agora; e não educar para ter, servindo aos interesses da sociedade e consumindo como objetivo e não meio, alienado de qualquer realidade propria ou de seu meio.
5. A educação como pratica a liberdade
5.1. Reflexão
O modelo, a tecnologia e a psico-pedagogia educacional são faceis de serem transmitidas e não tão dificeis de serem aplicadas; mas nada disso tem sentido se o proprio educador não passou um processo de liberdade, de liberar-se de seus preconceitos em todos os niveis. Como poderá manter uma relação educador-educando se ele ainda não consegue manter uma relação de educando-educador?; como poderá educar para a liberdade sexual se ele proprio ainda não se liberou?; como poderá educar em base ao amor, se ele proprio ainda se auto-educa pelo medo?; como poderá ele educar acreditando na curiosidade e na capacidade da criança, se ele não acredita em sua propria capacidade?; como poderá educar para a critica, se ele proprio é produto da socialização passiva?; e de forma geral como poderá educar para a liberdade e para a mudança se ele proprio é escravo de seus pré-conceitos e de seu conformismo?
O processo que proponho para este mês é um processo de liberdade, de introspecção e de revisão do seu Ser Humano.
Este processo acontece de forma espiral, criando um processo crescente de:
1. Identificação
2. conscientização
3. Atitude em relação a vida
4, empatia
5. Relações interpessoais e com o meio
Neste processo o educando se conscientizará da relação macro-micro da liberdade. Para liberar uma sociedade é preciso liberar-se a sí.
2. Ação
Marco termporal: 5 dias por semana, 3-4 horas por dia, num total de 24 dias.
Dia domingo 2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira
Tecnica Teatro como pratica a liberdade Expressão corporal Artes como pratica a liberdade Visita a marcos educacionais O dialogo como pratica a liberdade
Tematica O teatro como processo de critica social "teatro comunitario", "teatro do oprimido", "teatro da liberdade" O movimento, as cores, a musica e o som, o contato fisico como processo de liberação dos medos, do outro – "expressão corporal", "a couraça sexual", "energia cinetica e liberdade" Como processo de critica politica – materialismo, propaganda e consumo, ecologia, globalização, capitalismo. Visita a instituições especiais e interessantes que possam ajudar na criação de um novo modelo- escola democratica, open school, grupo Ishmael, fazenda ecologica Um momento de reflexão sobre o processo semanal – emoções, ideias e pensamentos, qualquer reflexão que passe pela cabeça-coração.
Um grupo de trabalho pode conter no maximo 15 pessoas para que possa existir uma relação verdadeira de ação-reflexão e de dialogo num ambiente intimo e seguro, possibilitando ao educando expor-se sem medos.
6. Costos
$35.oo por participante por dia.
O preço inclue: workshops, apostilas ou CDs, material didatico.
O preço não inclue VAT, material, onibus, entradas.
Estou a disposição para qualquer esclaracimento.
Lehitraot,
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Davi Windholz
A Educação como Instrumento para se Viver Juntos e em Paz
Desde a sua criação, quando na década de quarenta assinalou que ’a paz está na mente dos homens’, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) dedicou os seus principais esforços para desenvolver uma ’cultura da paz’. Agora, o desafio mais importante que enfrenta a pedagogia do final século XX, a meta é alcançar esse objectivo através da educação.
A ’cultura da paz’ pode definir-se como todos os valores, atitudes e formas de comportamento, estilos de vida e maneiras de actuar, que reflectem e estão inspiradas no respeito pela vida.
Isso obviamente extensivo aos seres humanos, à sua dignidade e aos seus direitos. Isto significa repelir a violência, incluindo a do terrorismo em todas as suas formas, e um compromisso com os princípios da liberdade, justiça, solidariedade, tolerância e entendimento entre as pessoas e entre os grupos e indivíduos.
Em 1997, a Fundação Marcel Mérieux de Veyrier du Lac (Annecy, França) organizou , no Centro dos Pensadores, as Jornadas Israelito-Palestino sobre ’Passos para encontrar uma paz duradoura, Estudos comparados sobre educação para viver juntos: dando forma a nova satitudes para alcançar a paz através da educação’.
A experiência foi divulgada num trabalho publicado sob a direcção da Fundação Genebra e do Programa Interdisciplinar de Acção Humanitária na Universidade de Genebra, com o apoio da própria Fundação Marcel Mérieux e da Organização Internacional de Educação (OIE, da UNESCO), com sede em Genebra.
A OIE e a UNESCO consideram que esta iniciativa, destinada a desenvolver um programa de actividades dedicado a promover a paz entre Palestinianos e Israelitas através da educação, é necessário e importante. Este apoio é parte de todas as iniciativas que a UNESCO leva a cabo a diferentes níveis e dentro das áreas que lhe competem.
Em Setembro de 1993, quando o desaparecido Itzhak Rabín e Yasser Arafat deram as mãos nos jardins da Casa Branca em Washington, ficaram para trás 100 anos de conflito, 30 anos de terror, 26 anos de ocupação e 6 anos de Intifada (sublevação palestiniana nos territórios ocupados por Israel); além disso uma enorme carga de suspeição e ódio.
A CONVIVÊNCIA POSSÍVEL
O seminário realizado em Annecy analisou uma série de experiências inovadoras destinadas a promover a paz na região. Como partes do conflito, os Israelitas e os Palestinianos têm uma dupla responsabilidade: a de lutar pela democracia das suas próprias sociedades e a de construir pontes para atravessar as divisões étnicas. Neste contexto, resulta a necessidade de apreciar a contribuição dos educadores israelitas e palestinianos no processo de paz.
A partir dos anos oitenta, em Israel utilizou uma série de encontros de ensaios para judeus e árabes, atacando o núcleo central das desinteligências históricas entre ambos os povos: o problema étnico. Em 1994 e 1995, desenvolveu-se o projecto europeu ’Juventude e História’, que trata da consciência histórica entre os adolescentes. A investigação desenvolveu-se entre mais de 30.000 estudantes de 27 países, a maioria do décimo grau, o mesmo acontecendo com 1.250 dos seus professores de História.
Por outro lado, o Colégio para a Paz (SFP, as suas siglas em inglês), que luta para promover o conhecimento, a compreensão e o diálogo entre os povos, realiza encontros para crianças, jovens e professores na comunidade Neve Shalom/Wahat al Salam (NS/WAS). Trata-se de uma comunidade judaico-palestiniana baseada na actividade educativa permanente. NS/WAS é, provavelmente, o único lugar em Israel onde os grupos que participam se sentem por sua vez hóspedes e anfitriões.
Paralelamente, o programa ’Cuidados e Ensino’ surgiu porque havia muitos jovens prisioneiros durante a Intifada - em 1987 - e o ’Comité para a Defesa das Crianças sob a Ocupação’ israelita de Haifa, assim como as famílias das crianças encarceradas de Janin, começou a desenvolver actividades de rua, a promover a aprendizagem em casas particulares e a criar ’casas para crianças da localidade’.
Os seus promotores lançaram a ideia que ’a paz real é a paz entre a gente, não a paz entre os governos’. Uma das ferramentas mais importantes para alcançar essa paz, é o diálogo entre os povos. E o projecto ’Cuidados e Ensino’ é o resultado desse diálogo.
’Caminhos para a Reconciliação’ é um prolongamento do Centro Israel-Palestino para a Investigação e Informação e a sua filosofia é que ’enquanto a paz pode ser firmada pelos homens de Estado, deve ser construída entre os povos’.
A ideia básica é que os palestinianos, israelitas e jordanos trabalhem juntos criando aulas modelo para estudantes do décimo grau (15 e 16 anos), com um programa delineado pelos professores de todas as comunidades envolvidas, satisfazendo as necessidades de cada uma delas e reconhecendo o que há de único em cada lado. Estes alunos são verdadeiros ’embaixadores da paz’
Outro acção unificadora é a dos escuteiros, um movimento voluntário, apartidário e plural, que congrega actualmente 25 milhões de pessoas, o que o transforma no maior grupo juvenil do mundo. Calcula-se que pelo menos 300 milhões de adolescentes usaram o uniforme dos escuteiros desde que foram criados em 1907. Hoje existem em 216 países no mundo. Este movimento, que ganhou o primeiro prémio de ’Educação para a Paz’ da UNESCO em 1981, autodefinem-se como uma ’escola real para a paz e para viver juntos’.
Para um outro plano de êxito contribuiu a Universidade David Yellin, que se estabeleceu em 1913 como a primeira casa de estudos hebraicos e palestinos. Em 1974, a Universidade conjuntamente com o Ministério da Educação e a Câmara de Jerusalém, decidiram abrir um departamento especial para os graduados da secundária árabe, mas estudando intensivamente o idioma hebraico, que os prepara para uma educação superior nas universidades israelitas.
Os árabes de Jerusalém de Este e zonas aldeãs têm a oportunidade de adquirir a cidadania israelita se o desejarem, mas os seus colégios seguem um plano de estudos jordanos. Se planeiam continuar com o seu ensaio em alguma instituição de educação superior israelita, devem em primeiro lugar fazer um curso intensivo em hebraico.
Os palestinianos da margem ocidental e a faixa de Gaza têm que frequentar quatro anos um sistema escolar diferente, seguindo o plano de estudos jordano (o egípcio). Desde o aparecimento da Autoridade Nacional Palestina, pôs-se em movimento um plano de estudos palestino específico. O hebraico não faz parte de nenhum destes sistemas e os que se graduam podem continuar com a educação superior numa das universidades palestinas, em instituições do mundo árabe, mas não em Israel.
Bibliografia recomendada
’To Live Together: Shaping New Attitudes to Peace Through Education’; editado por Daniel S. Halpérin da Fundação de Genebra, UNESCO.html">UNESCO.html">UNESCO:IBE, 1997.
http://www.educacionenvalores.org/spip.php?article811
Minha filha Débora decidiu não fazer o curso de Bat Mitzvá em sua escola. Eu e a mãe concordamos. Ela tem maturidade suficiente para avaliar o significado que aquilo tem para ela.
Porém, ela se mostrou sensível a uma proposta que lhe fiz: que tal um curso montado pelo papai, com aulas sobre assuntos bacanas dentro do judaísmo, com professores um para cada tema, e que não seja focado em decorar uma parashá, e sim em conhecer as mais amplas dimensões do judaísmo?
Meu filho, hoje com 32 anos, fez um Ma´avar, um ritual que substitui o Bar Mitzvá nos kibbutzim israelenses. Deu muito certo, ele gostou e se orgulha de ter feito. Foi promovido pelo sheliach do Hashomer, Yoshua, e a professora foi a Lilian Starobinas.
Eu gostaria de oferecer essa experiência para minha filha. Então, estou convidando todos os que tenham interesse nessa aventura, para montarmos uma turma que se encontre uma vez a cada duas semanas, para bater papo sobre um programa como este que se segue.
- Alguém gostaria de discutir o assunto?
- Teríam interesse em ajudar a editar esse programa?
- Teriam crianças de amigos para indicar?
- Sugestões de professores?
Aspectos gerais:
- 16 aulas - início em abril
- 4 a 5 crianças
- encontros na casa das crianças, em rodízio
- continuidade das aulas em discussões aqui no grupo Bnai Mitzvá,criado pela Marcela
- pais podem participar das aulas
- pais podem ser professores nos temas em que etejam à vontade
- Um trabalho escrito para ser publicado no JH
- uma festa coletiva, independentemente de cada um querer fazer sua festa individual
Por enquanto tenho o seguinte esboço de programa, com ideias de temas e professores (cada um dará uma ou duas aulas)
- Ética judaica: quais são as suas contribuições para a humanidade? - 2 aulas
- História judaica - os momentos mais marcantes - 4 a 5 aulas, com ênfase para a história moderna
- Religião e espiritualidade judaicas - suas várias correntes - 2 aulas
- Outras religiões - análise comparativa - 3 aulas (budismo, cristianismo, islamismo, kardecismo). Experiências no diálogo interreligioso
- Problemas de Israel - 2 aulas
- Comunidades judaicas no mundo
- Humanismo judaico
- Espectro político no judaísmo: da extrema esquerda à extrema direita
- Antissemitismo - estereótipos populares, e como lidar com ele na escola e na universidade
- Literatura e cinema judaicos - de Sholem Aleichem a Moacyr Scliar - 2 aulas
Professores (sonhando): Marcelo Barzilai, Celso Garbarz, Paulo Blank, Renée Avigdor, Moacyr Scliar, Sérgio Storch, Cláudia Costin, Paulo Blank.
Aurora, 10.2.2011 http://www.aurora-israel.co.il/articulos/israel/Mundo_Judio/35149/
Poner fin a la discriminación a los varones judíos Autor: Rabino Dr. Efraim Zadoff*
La legislación rabínica discrimina a los varones judíos como transmisores legítimos de la pertenencia al pueblo judío a sus hijos La ideología y la práctica sionista no religiosa acepta como judío a toda persona que por lo menos uno de sus padres es judío, ya sea la madre o el padre. Desde la formación de la Organización Sionista a fines del siglo XIX, toda persona que se identificaba como judío era aceptada a sus filas. Esto es cierto también en los movimientos juveniles sionistas. La Ley de Retorno imperante en el Estado de Israel mantiene esta posición. En base a esta interpretación de la tradición cultural judía es que cientos de miles de judíos de la ex Unión Soviética, cuya madre no es judía de nacimiento, pudieron convertir al Estado de Israel en su hogar. Este reconocimiento amplio de los judíos tiene sus raíces en una visión que fusiona dos tradiciones judías milenarias que con el tiempo fueron alternadas entre sí. De acuerdo a la tradición aceptada en las leyes de la Biblia, la pertenencia al pueblo de Israel se transmitía por vía paterna. La tradición que impuso la vía materna fue impuesta por los sabios de la Mishná y luego por los del Talmud (JAZAL) en los siglos I-IV de la era cristiana. La transmisión de la pertenencia al pueblo de Israel por vía paterna no es algo nuevo. En el Tanaj (Biblia hebrea) esto se refleja claramente en las narraciones referentes a la vida de los patriarcas como en las épocas posteriores descritas en los mismos. En la Torá (Pentateuco) se pueden hallar un sinnúmero de casos que presentan que patriarcas y líderes nacionales son hijos o descendientes por vía materna de mujeres extranjeras. Uno de los primeros es el de Menashé y Efraim, hijos de Iosef (José), hijo de Iaacov (Jacobo nieto de Abraham) y de Osnat, hija de Poti Fara, sacerdote de On en Egipto (Bereshit Génesis, 41:45). El redactor de Bereshit no encontró ningún inconveniente en el hecho que Osnat no era israelita y narra que Iaacov bendijo a Menashé y Efraim aún antes de hacerlo con sus propios hijos. Finalmente, los descendientes de Efraim se convirtieron en una tribu central del pueblo y en el componente primordial del Reino Septentrional de Israel. Siglos más tarde, cuando el cambio a la vía materna impuesta por JAZAL estaba ya arraigada en la tradición judía, escritos en el Midrash de Ialkut Shimoni (probablemente escrito en el siglo XIII e.c.) ven dificultad en el hecho que Osnat era egipcia y explican que Osnat era la hija de Dina, hija de Iaacov, o que realizó una conversión. En realidad pretenden solucionar de este modo la contradicción existente entre los escritos de la Biblia y la ley rabínica. Una situación similar, y tal vez la más conocida, encontramos en la genealogía del rey David, en la que para todos los comentaristas está claro que su bisabuela es Rut la moabita (Rut, 4: 22). También en este caso, tanto en las Tosafot al tratado Nazir del Talmud (siglos XII-XIII) como en el mencionado Ialkut Shimoni, nos cuentan que Rut se convirtió. El cambio en el Talmud a favor de la transmisión del judaísmo por línea materna es terminante. Sin embargo, en diversos lugares de la narrativa talmúdica perduraron tradiciones que relatan discusiones en las que algunos sabios sostienen que el judaísmo se transmite por vía paterna, aunque su posición no es aceptada como ley. Asimismo, es de destacar que la tradición bíblica que mantiene la línea paterna se mantiene hasta hoy en algunas comunidades judías, como ser los karaítas, los oriundos de Etiopía y algunos sectores de los oriundos del Yemen. Los fundamentos de esta modificación en el pasado y sus proyecciones sobre la realidad del pueblo judío no son claras hasta el presente. De todos modos, esta actitud discriminatoria respecto a los varones judíos como transmisores a sus hijos de la pertenencia al pueblo judío es sumamente problemática. En nuestros días esta halajá (ley rabínica) es insostenible frente a un análisis racional del tema. Desde una perspectiva objetiva de la naturaleza de la identidad judía o del compromiso para con el pueblo judío, no hay diferencia entre una persona que es hija de madre judía o de padre judío. Hasta ahora no se han hecho investigaciones del ámbito de la psicología social que demuestren la existencia de una diferencia de este tipo. Asimismo desconozco a alguien serio que piense resolver este interrogante con una investigación genética o que quiera revivir el concepto maldito del pasado cercano sobre “la raza judía”. El elemento determinante respecto a la relación con el pueblo judío es la decisión de los padres sobre el modo en que educarán a sus hijos y cómo ellos se auto consideran. Este análisis de la realidad judía actual traslada la discusión del ámbito no racional al plano relevante en el presente: la identidad real del ser humano. Todos los sectores religiosos en Israel y casi todos en la diáspora deberían reevaluar su actitud respecto a esta perspectiva de la identidad judía. Los judíos no religiosos en el mundo, incluyendo al movimiento sionista laico y los reformistas en Estados Unidos, que aceptan como judío legítimo tanto al hijo de mujer judía como al hijo de varón judío, ofrecen una posición razonable frente a la realidad judía actual. Las otras corrientes deben cancelar sus exigencias de una persona que “sólo” su padre es judío que pase una conversión o una conversión más “liviana” (guiur lekula) en comparación a la que debe hacer un no judío que quiere incorporarse al pueblo. Esta exigencia agravia a personas que se consideran a sí mismos como judíos, crecieron y fueron educados como judíos y se identifican totalmente con el pueblo judío. Asimismo, es una afrenta a la tradición cultural nacional judía. La imperiosa necesidad de realizar este cambio es muy relevante en la diáspora y urgente en Israel. Aquí las diversas corrientes religiosas ortodoxas, conservadora y reformista (el sector israelí) demandan de los cientos de miles de olim (inmigrantes) judíos cuya madre no es judía que realicen conversión para ser considerados judíos a efectos del registro y de la realización de las ceremonias de vida (casamientos entre otras). La urgencia de cambio en Israel se debe al hecho que en Israel no existe un registro civil y que los casamientos y divorcios deben ser registrados por la autoridad religiosa reconocida por el Gobierno, a pesar que la mayoría de las personas no son religiosas. Esta actitud se destaca especialmente como absurda ante la realidad que estos cientos de miles de ciudadanos israelíes se sienten judíos, están insertados en todos los ámbitos de la vida israelí incluyendo el servicio militar y mantienen una vida judía similar a la de los israelíes judíos no religiosos. Esta realidad es la que motiva que la absoluta mayoría de este sector rechace de plano la opción de conversión, demanda que considera ofensiva, y afirma con orgullo su identidad judía realizando ceremonias de vida inspiradas en la tradición y la cultura judías. El movimiento sionista que brega por reforzar la unidad del pueblo judío y el Estado de Israel que fue fundado por el mismo, deben acercar y abrazar a todos los que pertenecen y quieren ser parte del pueblo judío. La misión del movimiento sionista y de los líderes espirituales, culturales y nacionales del pueblo judío debe ser la de unir y no disgregar, terminar con los intentos de crear uniformidad y ocuparse en reforzar la unidad. Cesar en la promoción de escisiones en el pueblo y optar por una actitud que aspire unir, acercar y estrechar filas. Y el Estado de Israel debe aceptar este fundamento e implementarlo positivamente en su estructura administrativa. *Vicepresidente de la Federación Mundial de Judaísmo Laico Humanista efraimzadoff@gmail.com
Aos participante do Portal Judaismo Humanista, estamos oferecendo, GRATUITAMENTE, um exemplar do livro "AlefBeitzando em Hebraico - Cartilha do Idioma Hebreu" Edição Comemorativa aos "200 Anos da Presença Judaica na Amazônia". Para isso basta enviar (até dia 20 de junho de 2011) um envelope com seu próprio endereço selado com R$5,00 (cinco) e enviar para o endereço abaixo (este envelope será utilizado para enviar o livro pra você).
- Centro de Estudo Judaico Kol-Ivry
- Caixa Postal 7032/RODOVIARIA
- Porto Velho – Rondônia
- CEP 76820-970
Shabat Shalom.
Elarrat
Diretor
Seria pretensioso propor aqui objetivos, missões, metas e aquelas coisas solenes das organizações burocráticas. Mas eu gostaria de poder compartilhar aqui alguns sonhos, e o que percebo dos desafios... Tudo muito pessoal.
Por vivenciar profissionalmente o mundo Web e estar imbuído da visão das transformações que essa mídia já trouxe – e ainda está no comecinho – eu acredito que as formas tradicionais de organização comunitária, baseadas em burocracias hierarquizadas cuja sustentabilidade depende de esforço muito concentrado de poucas pessoas, vão evoluir para formas de organização em rede, viáveis pela somatória de um volume grande de pequenos esforços, e portanto mais democráticas.
Teremos um judaísmo mais plural e mais aberto para segmentos que hoje não encontram seu espaço nos ambientes que conhecemos. As minorias, seja em termos étnicos (tanto os conversos quanto os afastados), religiosos e espirituais (as correntes liberais, massorti e reformistas, e mesmo os que aderem a outros credos mas mantêm sua identidade judaica), e político-ideológicos (os que não abrem mão do compromisso universalista com a justiça, a paz e os direitos humanos para todos), quando somadas e agregadas nas várias gerações da comunidade, têm o potencial de ocuparem um espaço muito expressivo, mesmo que minoritário.
Acredito que, mesmo minoritários, se formos 20%, talvez 30% ou 40% , a visibilidade de nossa existência e vigor terá peso na formação da opinião dos judeus brasileiros, na influência da nossa comunidade em outras comunidades, e mesmo no fortalecimento de nossos irmãos em Israel que, também minoritários, estão na linha de frente defendendo bravamente um judaísmo e um sionismo éticos e respeitosos em relação aos direitos de outros povos. Eles, que hoje vivem o rolo compressor de um macartismo judaico, precisam de nós plurais, mais do que do nós monolítico.
Não é um trabalho para meses. Tem a extensão de uma geração. Nós que passamos dos 60 vemos que a turminha de 20 é mais idealista do que as gerações que nos separam. Vemos isso em todos os lugares, não especificamente na comunidade judaica. O pêndulo mudou de posição: vêm aí gerações generosas, que cantam conosco o Imagine de John Lennon, e cantarão conosco o We Shall Overcome, de Pete Seeger e Joan Baez com Martin Luther King. E cantarão conosco o Hatikva, do nosso jeito, com a esperança da paz e do convívio num Oriente Médio em que judeus e árabes se unem pelas respectivas democracias, contra as manipulações de Estados tomados por teocratas. Eu estou certo de que essas novas gerações herdarão com orgulho os ideais que formos capazes de lhes transmitir.
Temos o desafio de construir a ponte entre essas gerações. De sermos educadores e aprendentes.
E para isso contamos com a alegria, a cultura, o cinema, a música... e a construção da memória do papel que os judeus exerceram nas grandes lutas sociais dos séculos 19 e 20, desde o Bund, o movimento sindical, o socialismo dos kibbutzim, a resistência dos guetos, o jazz, o nosso Wladimir Herzog, o nosso Salomão Malina, o nosso Jacó do Bandolim, o nosso Sholem... Enfim, uma memória que não podemos deixar de passar para nossos filhos e netos.
Não será fácil. Não é trabalho para poucos. A Internet mostrou que um Obama pôde ganhar eleições com muitas doações pequenas. Nós teremos que mobilizar muitas pessoas com pouco tempo, mas nós as teremos: médicos, engenheiros, professores, psicólogos, educadores, cineastas, músicos, publicitários. Estamos até na Academia Brasileira de Letras, com o querido Moacyr Scliar.
Toda longa marcha começa com um primeiro passo. O nosso primeiro passo foi dado pelo Jayme Fucs Bar - Kol haKavod - ao criar a rede JH. Outros pequenos passos: um cabalat shabat aqui, outro ali, pouco a pouco se contaminando e aprendendo uns com os outros como motivar, engajar e dar voz às pessoas. Mas tenho certeza: em 10 anos teremos tido um impacto forte na capacidade de nossos jovens responderem com firmeza sempre que se depararem, por um lado, com um Protocolos dos Sábios de Sião na universidade, ou por outro, com a estreiteza de concidadãos que consideram natural aceitar todas e quaisquer ações de qualquer governo israelense ou de qualquer liderança comunitária. E teremos tido um impacto forte numa Hazbará, crítica, que virá dos nossos corações, e não forçada goela abaixo por uma coalizão política qualquer que esteja eventualmente no poder em Israel.
O vigor na capacidade crítica de defendermos a vida e o direito de todos os povos à existência com dignidade é o presente que deixaremos para as gerações que virão. E fundamentados na sabedoria de nossos profetas, rebes, filósofos, intelectuais, educadores e lutadores.
O grande desafio, que penso poder antecipar com base em experiências vividas em situações semelhantes que começaram de forma generosa mas terminaram de forma melancólica, é sermos humildes, segurarmos nossos egos, compartilharmos vitórias e fracassos, buscarmos fazer tudo com alegria e tolerância com aqueles que possam divergir de nós. Sem stress. Disposição para aprender e ensinar, na medida de cada um, sem donos da verdade.
Não será fácil. Mas é uma bênção podermos ter a oportunidade de estarmos juntos aqui agora. E teremos amigos, muitos amigos, em todos os cantos do mundo, para compartilhar nossas lutas e nossas alegrias e para somarmos nossas forças.
Estou otimista. E você?
Rir é o melhor remédio Por Marcelo Gleiser
http://marcelogleiser.blogspot.com/
Se a depressão e a tristeza afetam o organismo, me parece razoável que o riso possa atuar a seu favor.
OUTRO DIA, li na revista americana "New Yorker" um artigo sobre o "guru do riso" que anda atraindo milhões de pessoas. Não, não se trata de um comediante famoso, e sim de Madan Kataria, médico indiano de Mumbai que desenvolveu técnicas para induzir o riso nas pessoas. Segundo Kataria, o riso faz bem, tanto à saúde física quanto à psicológica. Seu movimento vem se espalhando pelo mundo e atrai muitas celebridades. Recentemente, Kataria apareceu no palco dos estúdios da Sony Pictures, em Los Angeles, ao lado da atriz Goldie Hawn. Quem entender um pouquinho de inglês pode ver vídeos do médico em ação em laughteryoga.org. Eu assisti e ri muito. Existe algo de contagioso no riso, mesmo quando começa forçado. E logo deixa de ser. Será que o riso pode melhorar sua saúde? Quem não acredita que rir só faz bem (quando não é malicioso, claro)? Se não gostássemos de rir, comédias não existiriam. Arthur Koestler, em seu livro "O Ato da Criação", argumenta que humor e criatividade têm muito em comum. Numa boa piada, existe uma ruptura lógica, um ponto em que a narrativa toma um rumo inesperado. É aí que rimos. Todo mundo sabe que piada explicada não é engraçada. Koestler diz que esse ponto de ruptura surge na criação, quando uma visão nova e inesperada surge dos recessos do inconsciente. Sabemos muito pouco sobre criatividade e riso. As ideias de Koestler deveriam ser mais exploradas. Vários estudos vêm tentando quantificar os benefícios médicos do riso. Se a depressão e a tristeza podem afetar negativamente o sistema imunológico, parece razoável que o riso possa ajudá-lo. Porém, de modo geral, os resultados desses estudos são contraditórios. Alguns dizem que o riso é mesmo bom para a saúde. Outros, que não faz diferença. Talvez os resultados ambíguos venham do tamanho relativamente pequeno dos estudos, ou porque em alguns deles o riso é induzido a partir de comédias na TV, como "O Gordo e o Magro" e "Abbot & Costello". O assunto é fascinante o suficiente para merecer estudos mais detalhados. Qual a diferença entre o riso dos humanos e o dos gorilas, que riem quando sentem cócegas? Será que rir de uma piada pode ser usado como teste de inteligência em computadores? Semana passada perguntei se máquinas podem se apaixonar. Será que podem rir? Ou melhor, ter senso de humor? Robert Provine, neurocientista da Universidade de Maryland que realizou estudos baseados na observação de pessoas em situações sociais, escreveu: "A melhoria da saúde a partir do riso permanece uma meta inatingida, mesmo que extremamente desejável e viável". Existem muitos tipos de riso, alguns relacionados com a comunicação entre dois ou mais humanos, outros fisiológicos, quando sentimos cócegas. Quando falei no assunto com leitores aqui nos EUA, recebi várias mensagens, algumas de pessoas com câncer, relatando como o bom humor faz com que se sintam melhor. Sei que quando olho para a minha estátua do "Buda Sorridente", me sinto bem. Talvez o nível de meus hormônios relacionados com o estresse decresçam um pouco. Mesmo que a ciência permaneça inconclusiva, vou tentar alguns exercícios de Kataria. Afinal, fora uma câimbra na barriga, mal não vai fazer.
Debate na Folha evidencia falta de consenso no Oriente Médio
DE SÃO PAULO
O primeiro debate promovido pela Folha em 2011, sobre os conflitos entre palestinos e israelenses, funcionou como espelho dos problemas da região: defensores de um lado e do outro não concordaram em praticamente nenhum dos pontos abordados.
Participaram a professora de história árabe Arlene Clemesha, a pesquisadora Bernadette Siqueira Abrão, o colunista da Folha João Pereira Coutinho e o cientista político Jorge Zaverucha. A discussão foi mediada por Rodrigo Russo, coordenador de Artigos e Eventos do jornal.
| Daniel Marenco/Folhapress | ||
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| Arlene Clemesha, Bernadette Siqueira Abrão, Rodrigo Russo, João Pereira Coutinho e Jorge Zaverucha |
INFLUÊNCIA ISLÂMICA
Em um dos primeiros pontos de atrito entre os debatedores, logo no início, Zaverucha, autor do livro "Armadilha em Gaza", caracterizou o conflito no Oriente Médio como árabe-islâmico-israelense e afirmou que a ênfase maior na questão religiosa é um fator relativamente novo.
"O programa do Hamas [grupo que controla a faixa de Gaza] é um programa do islã: bandeira de Alá sobre cada centímetro da Palestina. Qualquer tentativa de acordo com Israel deve ser denunciada. É um jogo de soma zero: eu ou você", disse.
Clemesha, que dirige o Centro de Estudos Árabes da USP, contestou a avaliação: "Estamos falando besteira sobre o perigo islâmico. Não há choque de civilizações. O fundamentalismo é um dado da questão, mas ele não é só islâmico, é também judaico".
Para a professora, as atuais rebeliões no norte da África e no Oriente Médio não têm caráter religioso, e grupos como o Hamas estão dispostos a negociar. "Quando partidos como Hamas e Hizbollah tomam posição contra Israel, os motivos são políticos, não só religiosos."
IRÃ E HAMAS
Outra discordância se evidenciou logo à primeira menção do Irã e das declarações polêmicas de seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad.
Para Coutinho, não existe apenas um conflito na área, mas vários, que se anulam uns aos outros: Israel contra Autoridade Nacional Palestina, Hamas contra ANP e israelenses contra iranianos.
"O mais intratável hoje é Israel x Irã. Ahmadinejad já afirmou o desejo de riscar Israel do mapa. É proclamação genocida e deve ser tomada a sério, não ser subestimada."
Segundo o colunista, o grande problema da região hoje é a emergência de um Irã nuclear, "regime abertamente teocrático", e seu patrocínio ao Hamas. "A carta fundamental do Hamas exorta a destruir Israel. Nunca mostraram abertura para negociar, só para uma trégua."
Bernadette Abrão respondeu afirmando que a carta do Hamas foi escrita por uma pessoa só, sem discussão, durante a primeira intifada (levante palestino) e hoje não é aceita pelos próprios integrantes da organização.
"Hizbollah e Hamas não teriam surgido se não fosse o sionismo, inimigo que destrói e faz limpeza étnica no povo palestino", disse a pesquisadora, autora de livro sobre a história da filosofia.
Clemesha, por sua vez, disse que Ahmadinejad "não falou em destruir Israel com uma bomba, e sim que o regime deve deixar de existir".
UM OU DOIS ESTADOS?
A discussão de possíveis soluções para a crise no Oriente Médio também polarizou os participantes do debate no auditório da Folha.
Bernadette Abrão defendeu a existência de um único Estado para palestinos, judeus e cristãos e o "fim da entidade sionista" --o que, segundo ela, não deve ser confundido com fim dos judeus.
Coutinho avalia que o entendimento da comunidade internacional é favorável à existência de dois Estados, um israelense e outro palestino, e a história mostra que, em casos como Líbano e Iugoslávia, Estados binacionais (ou plurinacionais) resultaram em "desastre".
Zaverucha e Coutinho também apontaram a dificuldade de negociar com a "dupla liderança" dos palestinos, já que Hamas e Fatah (partido que comanda a ANP) estão em conflito.
Clemesha alegou que a divisão é fruto do boicote internacional a uma "eleição limpa", vencida pelo Hamas na faixa de Gaza, e que o corte no repasse de verbas fez a economia palestina ruir.
A plateia, de cerca de cem pessoas que lotavam o auditório da Folha, manifestou-se ruidosamente durante o debate, aplaudindo declarações de um lado e de outro, apesar de Jorge Zaverucha ter advertido para o que classificou de "clima de Fla-Flu".
As maiores reações seguiram-se a falas de Abrão, que afirmou haver um "lobby sionista" dominando a mídia e a indústria do entretenimento e disse que os judeus não detêm a "exclusividade da tragédia" do Holocausto.
A pesquisadora negou ligação entre antissionismo e antissemitismo. "Árabes são semitas. Não sou antissemita, sou antissionista até a morte." Para Coutinho, "quando há atentado, morrem judeus, não sionistas".
A magia e a mística de Tzfat - Fonte Revista Morasha
http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=732&p=1
Tzfat, também conhecida como Safed e Safad, é considerada a capital da Alta Galiléia. Localizada ao norte do Estado de Israel, é uma das quatro cidades mais sagradas no judaísmo, juntamente com Jerusalém, Hebron e Tiberíades. É um dos principais berços da mística judaica, a Cabalá. Tzfat é uma cidadezinha encrustada no pé de uma colina e cercada por montanhas. A oeste está o Monte Germack, que parece encravado no Monte Hermon, cujo pico está constantemente coberto por uma neve brilhante. Ao sul está o Monte Canaã, do qual se pode ver o Lago Kineret, também conhecido como Mar da Galiléia, que banha a cidade histórica de Tiberíades. A leste estão diversas localidades históricas, marcadas por ruínas de sinagogas e túmulos de vários Tzadikim. De acordo com a Cabalá, Jerusalém, Tzfat, Hebron e Tiberíades representam os quatro elementos físicos da Criação: fogo, água, terra e ar. Jerusalém representa o fogo. Assim como as chamas que ardiam no Beit Hamikdash, o Templo Sagrado, e queimavam as oferendas, o fogo espiritual desta cidade, a mais sagrada do mundo, inspirava as almas de seus habitantes. Tiberíades, erguida nas margens do Lago Kineret, simboliza a água. Segundo a tradição cabalística, Rabi Yitzhak Luria, o Ari, revelou a seus discípulos que se tivessem alguma dificuldade em entender alguns dos ensinamentos místicos, deveriam beber um gole da água do Kineret. Desta maneira, suas mentes absorveriam o conhecimento almejado. Hebron, localizado perto do deserto do Neguev, representa a terra. É lá que estão enterrados os nossos patriarcas - Avraham, Yitzhak e Yaacov, e três das quatro matriacas - Sara, Rivka e Léa. Tzfat, por sua vez, representa o ar, em hebraico, ruach. É uma palavra que tem muitos significados, entre os quais, vento, brisa, atmosfera, alma e espírito. A cidade é, de fato, uma mescla de tudo isso, mas principalmente de ar e de espírito. Sua atmosfera é clara, luminosa, tanto no sentido físico como no metafísico. Como sabemos, o ar é diferente do fogo, da água e da terra, pois não pode ser tocado fisicamente. Assim é Tzfat - e é isto que lhe dá uma energia, misteriosa e mística, que enfeitiça todos que a visitam. Ao redor de Tzfat, há uma coroa composta por inúmeros povoados que tiveram e continuam tendo papel marcante na história e na religião judaica. Há sinagogas e ieshivot em ruínas que contam séculos e séculos. As ruínas atestam tempos esplendorosos na Galiléia e no judaísmo. A localidade mais antiga na região de Tzfat é Pequin, onde os judeus sempre viveram antes do domínio romano se estender sobre a Terra de Israel. Atualmente, a cidade é habitada por judeus e druzos. Gush-Chalav - a cinco quilômetros de Tzfat - que, também traz as marcas do passado em suas ruínas de sinagogas e túmulos de Tzadikim, é conhecida principalmente pelas lutas contra os legionários romanos. Biria, ao norte, foi o berço de grandes sábios, eruditos e estudiosos, inclusive vários Tanaim, que foram os maiores rabinos citados no Talmud; a cidade é rica em ruínas de sinagogas e restos de pedras com símbolos sagrados. Kfar Biram, cuja população atual é cristã maronita, fica a noroeste de Tzfat. Na época da Mishná, era um centro importante de estudos. Vestígios de seu passado glorioso - a cidade possuía duas sinagogas - estão nos achados arqueológicos que trazem inscrições e símbolos religiosos. Biram, Kadita, Achbara, Safssufa, Tzipori e a antiga Ein Zetin são a prova da contínua presença judaica na região, através dos séculos. A nova Ein Zetin, reconstruída em 1884, foi abandonada em 1929, quando a Revolta Árabe, que eclodiu naquele ano, atingiu a cidade, e a população árabe local, enfurecida, massacrou cerca de 20 judeus. Outras cidades como Germack ("Hatzmon"), Kfar Alma, Kfar Hananía e Ramat Naftali datam ou são anteriores à epoca talmúdica. Estas cidades são mencionadas em diversas obras de pesquisadores de séculos passados, inclusive com estatísticas e nomes de seus mais ilustres habitantes. Na maioria dos povoados, a atividade era, principalmente, a agricultura. De seus pomares saíam as melhores frutas do Mediterrâneo, favorecidas pelo clima e pela água vinda das cordilheiras e geleiras das montanhas da Galiléia e do Líbano. Havia, também, um comércio ativo e uma desenvolvida indústria de tecidos de lã e de anilinas, e um comércio intenso com Sidon, no litoral do Líbano, com passagem para outros mercados. A magia das estrelas Tzfat é uma cidade mística. O ar é puro, os dia luminosos e as noites iluminadas pelas mais brilhantes estrelas do Oriente Médio. Este cenário inspira o homem a meditar, a elevar a alma e o coração, até o espírito encontrar o seu paraíso, longe das agruras materiais. No século 16, com a expulsão dos judeus da Península Ibérica e com o beneplácito do Império Otomano, um número significativo se estabeleceu na cidade, incluindo grandes rabinos. Tzfat se tornou o centro de estudos da Cabalá e principalmente do Zohar (O Livro do Esplendor), de Rabi Shimon bar Yochai. Tzfat é a cidade da Cabalá. O maior cabalista de todos os tempos, Rabi Yitzhak Luria, o Ari HaKadosh, lá se estabeleceu. Nascido em Jerusalém, o Arizal cresceu no Cairo. Durante anos ele se isolou numa ilha do rio Nilo, estudando o Zohar e a Torá. Foi quando o profeta Eliahu lhe revelou segredos e disse para que fosse para Tzfat. Em 1569, o Arizal se estabeleceu em Tzfat, onde reuniu em sua volta os maiores cabalistas da época e lhes transmitiu seus ensinamentos, que foram registrados por Rabi Chaim Vital. A fama de Tzfat atravessou os limites da Terra de Israel e, até hoje, milhares de turistas e peregrinos visitam anualmente a cidade, o túmulo e a Sinagoga do Ari. Muitos vão banhar-se nas águas da mikvê do Ari, cujo aniversário do falecimento é 5 de Av. Tzfat recebe milhares de judeus que se reúnem no seu túmulo para orar e pedir ao Tzadik que interceda por eles perante D'us. Tzfat foi o lar de outras grandes figuras da história judaica, entre eles, Rabi Yossef Caro, o autor do Shulchan-Aruch (Código de Lei Judaica); Rabi Moshé Cordovero, professor do Ari e autor da obra cabalística Pardess Rimonim; Rabi Shlomo Alkabetz, autor de Lechá-Dodi, hino litúrgico cantado no Shabat em todas as sinagogas do mundo. Outro grande sábio de Tzfat foi o Rabi Yakov Birav - o rabino-chefe da comunidade. Rico e generoso, homem de grande sabedoria e conhecedor profundo do Zohar, Rabi Birav quis restabelecer o Sanhedrin - a Suprema Corte Judaica - para acelerar a vinda do Mashiach. Mas para isso, era preciso superar alguns obstáculos: os 70 membros do Sanhedrim deveriam ser rabinos e ter um tipo de Smichá - certificação rabínica - que permitisse exercer as funções de acordo com os preceitos existentes antes da destruição do Segundo Templo por Roma. Porém, desde o decreto promulgado por Adriano, um dos mais cruéis imperadores romanos, a tradição de Smichá havia sido interrompida. Tzfat foi o lar de outras grandes figuras da história judaica, entre eles, Rabi Yossef Caro, o autor do Shulchan-Aruch (Código de Lei Judaica); Rabi Moshé Cordovero, professor do Ari e autor da obra cabalística Pardess Rimonim; Rabi Shlomo Alkabetz, autor de Lechá-Dodi, hino litúrgico cantado no Shabat em todas as sinagogas do mundo. Outro grande sábio de Tzfat foi o Rabi Yakov Birav - o rabino-chefe da comunidade. Rico e generoso, homem de grande sabedoria e conhecedor profundo do Zohar, Rabi Birav quis restabelecer o Sanhedrin - a Suprema Corte Judaica - para acelerar a vinda do Mashiach. Mas para isso, era preciso superar alguns obstáculos: os 70 membros do Sanhedrim deveriam ser rabinos e ter um tipo de Smichá - certificação rabínica - que permitisse exercer as funções de acordo com os preceitos existentes antes da destruição do Segundo Templo por Roma. Porém, desde o decreto promulgado por Adriano, um dos mais cruéis imperadores romanos, a tradição de Smichá havia sido interrompida.
Encontrou-se uma resolução para renovar o Sanhedrin baseado numa legislação de Maimônides: dever-se-ia convocar os rabinos mais sábios, eruditos e íntegros. Um deles seria escolhido e autorizado a conceder Smichá para os merecedores desta honra. Tudo isso foi organizado em Tzfat e implementado no ano de 1538. O nomeado para executar a tarefa foi o rabino Yacov Birav. Os sábios de Tzfat também concederam Smichá ao principal rabino de Jerusalém, Rabi Levy ben Haviv, mas este recusou a honra por vários motivos, entre eles que uma decisão tão importante dependia da aprovação dos sábios de toda a Terra de Israel e deveria advir de Jerusalém, e não de Tzfat.
O Fim da Era de Ouro
Após a gloriosa época dos cabalistas e, já no século 17, começou a decadência de Tzfat. Invasões, administração otomana corrupta e ruim, restrições e perseguições; ataques de árabes e de druzos com saques e assassinatos. A próspera economia da cidade foi decaindo e os jovens emigram. No século 19, dois terremotos quase destruíram toda a cidade. Mas, com garra e muita fé religiosa, a comunidade judaica enfrenta todas as vicissitudes e prossegue sua vida. A partir do início de 1800, pequenas ondas migratórias de chassidim e mitnagdim, aconselhados por seus rebes e pelo Gaon de Vilna, chegam a Safed, Jerusalém Hebron e Tiberíades. Começam a ser erguidos novos centros de estudos e sinagogas, principalmente em Tzfat, simultaneamente a um pequeno comércio local. Mas a principal fonte da economia era a Chaluká, dinheiro arrecadado nos países do leste europeu e enviado às quatro cidades religiosas de Eretz Israel. Esse sistema funcionou até a eclosão da Segunda Grande Guerra Mundial em 1939.
Lag Baomer em Safed
O cemitério de Safed abriga túmulos de personagens importantes da história judaica: autores do Talmud (Mishná e Guemará), cabalistas, sábios e eruditos. Diariamente encontram-se pessoas rezando e acendendo velas em redor dos locais onde os Tzadikim estão enterrados. Entre os túmulos, encontram-se não apenas heróis do passado distante, mas, também, do recente, como jovens que lutaram contra o Mandato Britânico, entre os quais Dov Gruner - que foi executado pelos ingleses, e membros das Forças de Defesa de Israel.
Anualmente, durante as festividades de Lag Baomer, a cidade vive uma dinâmica singular. Centenas de milhares de peregrinos passam por Tzfat em direção a Meron, a seis quilômetros, para celebrar uma data especial: o término de uma epidemia que dizimou 24 mil alunos de Rabi Akiva; e o aniversário do falecimento de Rabi Shimon Bar Yochai, o pai da Cabalá, cujo túmulo se encontra em Meron. Também é a data em que o sucessor do imperador romano Adriano revogou as restrições anti-judaicas impostas pelo governo romano anterior, concedendo liberdade de culto religioso e certa autonomia administrativa aos judeus.
Os peregrinos a Meron trazem roupas velhas e recipientes de óleo. E, na véspera da data, ao anoitecer, fazem uma fogueira com o óleo e com as roupas, alimentando-a a noite inteira, até a véspera do dia seguinte, quando terminam as festividades. É um período de 24 horas ininterruptas de rezas, lágrimas, cantos e danças.
Como parte das comemorações, na véspera de Lag Baomer centenas de judeus saem pelas ruas de Tzfat, começando pela casa dos Abuhab, uma família tradicional sefaradi da região, levando uma Torá centenária a Meron. O cortejo é acompanhado por conjunto de klezmer e segue até Meron. Ao longo do caminho, a Torá é passada de mãos em mãos às pessoas de mais destaque na comunidade.
Antes da criação do Estado de Israel, durante o domínio dos otomanos e britânicos, antes do pôr-do-sol, grupos de árabes, a cavalo e a pé, com seus instrumentos musicais, adentravam no pátio da sinagoga, cabeças cobertas com suas kefias, fazendo uma roda em volta dos judeus. Em uníssono, também faziam o seu show de danças e cantos regionais, rezando e pedindo a bênção para suas famílias e para suas necessidades ao Rabi Shimon Bar Yochai.
